Justiça autoriza quebra de sigilo bancário de policial que matou dois colegas em Alagoas

Publicado em 23/07/2026, às 14h44
O policial civil Gildate Góes Moraes Sobrinho, de 61 anos - Foto: Reprodução

Theo Chaves

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A Justiça de Alagoas autorizou a quebra do sigilo bancário e financeiro do policial civil Gildate Góes Moraes Sobrinho, acusado de matar dois colegas de trabalho, no município de Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas, em maio deste ano.

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A decisão é da juíza Jéssica Lourenço de Sá Santos, da 1ª Vara de Delmiro Gouveia, que autorizou a quebra do sigilo bancário e financeiro de Gildate Goes Moraes Sobrinho ao receber a denúncia por duplo homicídio.

Nos autos, ela cita a gravidade dos fatos narrados pelo Ministério Público de Alagoas (MP-AL) e a necessidade de investigar se houve motivação econômica ou financeira para a prática do crime.

Segundo a decisão, a quebra do sigilo vai abranger os três meses anteriores à data dos homicídios e o mês seguinte aos fatos. O objeto, de acordo com a magistrada, é identificar movimentações financeiras, transferências consideradas atípicas e transações de grande valor que possam ter relação com a investigação.

A juíza também determinou que a delegacia responsável pelo inquérito, no prazo de dez dias, junte aos autos as mídias contendo os dados telemáticos extraídos durante a investigação e mencionados em laudo pericial.

Yago e Denivaldo foram assassinadas pelo colega em 20 de maio. Foto: Reprodução

 


POLICIAL VIRA RÉU POR MORTES DE COLEGA

A Justiça de Alagoas recebeu, no último dia 7, a denúncia e tornou réu o policial civil Gildate Góes Moraes Sobrinho, acusado de matar os colegas de corporação Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos.

Na madrugada de 20 de maio deste ano, o trio estava em uma viatura e retornava de uma ocorrência, a caminho da Delegacia Regional de Delmiro Gouveia. Gildate ocupava o banco traseiro do veículo quando efetuou disparos contra os dois colegas, que estavam nos bancos da frente. Ambos morreram no local.

Gildate, que tem 61 anos, foi preso logo após o crime.

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