TNH1 com assessoria
O Poder Judiciário de Alagoas decidiu prorrogar a prisão temporária do professor suspeito de estupro de vulnerável na cidade de Murici, na Zona da Mata, por mais 30 dias. A decisão desta quinta-feira (21) ocorreu após o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) ajuizar um pedido, com o objetivo de viabilizar o andamento das investigações que estão em curso e não comprometer a realização de diligências, como depoimentos e coleta de provas.
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Segundo consta no pedido, o homem teria se aproveitado de seu cargo público de professor em uma escola municipal para promover supostos abusos sexuais contra crianças (as alunas dele) em situação de vulnerabilidade econômica.
A prisão temporária havia sido decretada em 16 de abril, sendo cumprida no mesmo dia. Em 29 de abril, a prisão temporária foi revogada através de decisão monocrática proferida por um Desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). Em seguida, o TJ/AL revogou a decisão monocrática e determinou novamente a prisão temporária do suspeito. Como o prazo da prisão temporária está se encerrando, o Ministério Público pugnou por sua prorrogação como meio de viabilizar a continuidade das investigações ainda em andamento.
Com a decisão, proferida na terça-feira (19) pela juíza Paula de Goes Brito Pontes, o suspeito deve permanecer preso. A atuação do MPAL é resultado de uma operação conjunta entre a Promotoria de Justiça de Murici e a 39ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, no âmbito de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado para apurar denúncias graves envolvendo supostas vítimas em situação de vulnerabilidade.
“O Ministério Público reitera que as investigações seguem em andamento no âmbito do PIC, com a adoção de todas as medidas necessárias para o completo esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização do investigado”, informou a promotora de Justiça de Murici, Ilda Regina Reis.
Para o promotor de Justiça Cyro Blatter, da 39ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, essa atuação do MPAL “destaca o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes, mostrando que a instituição está agindo de forma firme e articulada no enfrentamento a crimes dessa natureza, que exigem resposta rigorosa e célere do sistema de justiça”.
O caso
Um professor da rede pública municipal de Murici foi preso, na tarde de quinta-feira, 16 de abril, suspeito de abusar sexualmente de estudantes. A ação aconteceu em cumprimento a um mandado de prisão no município da Zona da Mata Alagoana, durante uma operação em conjunto do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e Polícia Militar (PM).
Segundo informações preliminares, divulgadas pelo próprio MPAL, o professor foi afastado das funções que exercia na escola. Segundo as investigações do órgão ministerial, as vítimas são estudantes. Ele foi detido por meio de um mandado de prisão temporária de 30 dias.
À reportagem, a Prefeitura de Murici informou que ficou ciente do caso a partir da prisão do professor e reiterou que “não compactua com a atitude”. O caso será acompanhado e medidas administrativas devem ser tomadas, segundo informou a assessoria.
Investigação apontou que abusos aconteciam há mais de 30 anos
Os investigadores também descobriram que o professor cometia o tipo de crime há mais de 30 anos. Uma das vítimas disse ter sido abusada por ele há mais de 20. Outras vítimas também relataram que foram dopadas antes dos estupros.
Diante da gravidade da denúncia, a Justiça decretou a prisão do educador após ele passar por audiência de custódia. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dele.
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