Um professor da rede pública de Murici, suspeito de abusar sexualmente de alunas menores de idade, foi novamente preso após a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas anular sua libertação anterior, restabelecendo a prisão preventiva.
As investigações, iniciadas a partir de denúncias ao Ministério Público, revelaram que o acusado teria cometido abusos por mais de 30 anos, utilizando sua posição de educador para se aproximar das vítimas, que relataram ter sido dopadas antes dos crimes.
Após a prisão inicial em 16 de abril, o professor foi liberado em 29 de abril por decisão monocrática, mas a Câmara Criminal reavaliou o caso e decidiu pela manutenção da prisão, enquanto a Prefeitura de Murici anunciou que tomará medidas administrativas em resposta ao ocorrido.
Preso no último dia 16 de abril e solto no dia 29, o professor da rede pública de ensino de Murici suspeito de abusar sexualmente de estudantes voltou à prisão após a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas anular, nessa quarta-feira, 06, a decisão monocrática proferida por um desembargador, que o libertou, e restabeleceu a prisão preventiva do investigado.
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O homem é acusado de estupro de vulnerável crime previsto no artigo 217-A do Código Penal. De acordo com os elementos reunidos na investigação, o suspeito teria se aproveitado da condição de educador para se aproximar das meninas, todas menores de idade, praticando, em tese, o crime de estupro de vulnerável.
As apurações tiveram início a partir de denúncias feitas ao Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), posteriormente reforçadas pelos relatos de duas garotas e diligências realizadas pelas forças de segurança.
Prisão em Murici e decisão anulada
No último dia 16, o MPAL realizou uma operação para prender o professor, após requerer e ter o pedido de prisão temporária. O acusado passou por audiência de custódia no dia seguinte, e permaneceu custodiado, dessa vez com prisão preventiva, também depois de pleito formulado pelos promotores de Justiça titulares da Promotoria de Justiça de Murici e da 39ª Promotoria de Justiça da Capital.
Ele foi liberado no dia 29 e saiu da cadeia após decisão monocrática de um desembargador, anulada pela Câmara Criminal do TJAL ontem, quando retornou à prisão.
Os desembargadores que integram o colegiado analisaram, de forma conjunta, as provas apresentadas pelo MPAL e entenderam que estavam presentes os requisitos legais para a manutenção da medida extrema. Por maioria, os desembargadores não referendaram a decisão liminar anteriormente concedida de forma monocrática.
O caso
Um professor da rede pública municipal de Murici foi preso, na tarde de quinta-feira, 16 de abril, suspeito de abusar sexualmente de estudantes. A ação aconteceu em cumprimento a um mandado de prisão no município da Zona da Mata Alagoana, durante uma operação em conjunto do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e Polícia Militar (PM).
Segundo informações preliminares, divulgadas pelo próprio MPAL, o professor foi afastado das funções que exercia na escola. Segundo as investigações do órgão ministerial, as vítimas são estudantes. Ele foi detido por meio de um mandado de prisão temporária de 30 dias.
À reportagem, a Prefeitura de Murici informou que ficou ciente do caso a partir da prisão do professor e reiterou que “não compactua com a atitude”. O caso será acompanhado e medidas administrativas devem ser tomadas, segundo informou a assessoria.
Investigação apontou que abusos aconteciam há mais de 30 anos
Os investigadores também descobriram que o professor cometia o tipo de crime há mais de 30 anos. Uma das vítimas disse ter sido abusada por ele há mais de 20. Outras vítimas também relataram que foram dopadas antes dos estupros.
Diante da gravidade da denúncia, a Justiça decretou a prisão do educador após ele passar por audiência de custódia. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dele.
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