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Mais de R$ 30 milhões teriam sido movimentados pela organização criminosa que teve os cinco líderes presos na manhã desta sexta-feira (24), nas cidades de Maceió e Marechal Deodoro. A informação foi confirmada pelo delegado Thiago Teixeira, da Polícia Civil do Paraná.
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O grupo comandava, à distância, o tráfico de entorpecentes em Curitiba. Ele também é suspeito de envolvimento em lavagem de dinheiro e homicídios, incluindo assassinatos de pai e filho em março deste ano.
A Operação Rajada é resultado de uma investigação iniciada em junho de 2025. Segundo o delegado Thiago Teixeira, somente neste período o grupo teria realizado essa grande movimentação financeira.
O grupo identificado consolidou o domínio territorial no bairro Parolin, em Curitiba, após conflito armado que culminou na neutralização de uma organização rival. Com isso, as residências da região passaram a ser utilizadas como depósitos estratégicos de armas e drogas. Além disso, as casas foram transformadas em refúgios operacionais.
No total, 13 mandados de prisão e 15 de busca e apreensão foram cumpridos nos dois estados. Em Alagoas, a polícia atendeu a cinco mandados de prisão e três de busca e apreensão.
Líderes se transferiram para Maceió
A equipe de investigadores também descobriu que a estrutura criminosa era chefiada à distância por um indivíduo e seu braço direito. Ambos alegaram ter recebido supostas ameaças de morte e conseguiram transferir o cumprimento de suas penas para a capital alagoana.
“O afastamento geográfico serviu como um escudo para que coordenassem o narcotráfico remotamente e em liberdade, delegando o gerenciamento tático diário no bairro Parolin a outro integrante da organização”, destaca o delegado da Polícia Civil do Paraná, Ricardo Casanova.
Não foi informado pela Polícia Civil se os dois integrantes que transferiram o cumprimento das penas para Maceió ainda se encontravam presos no complexo prisional ou se estavam soltos.
Vida de luxo dos "chefes"
A investigação constatou ainda que os lucros do narcotráfico eram "escoados" para o Nordeste a fim de sustentar um padrão de vida luxuoso das lideranças, as quais não possuíam nenhuma fonte de renda lícita.
Para dissimular a origem ilícita dos milhões arrecadados, a organização operava um esquema de lavagem de dinheiro que incluía familiares, esposas e empresas de fachada utilizadas para ocultar patrimônio.
“O capital era inserido no sistema financeiro por meio de depósitos em espécie fracionados feitos em caixas eletrônicos e lotéricas. Após a compensação financeira, os valores eram transferidos a inúmeras contas de passagem, que recebiam aportes milionários e eram esvaziadas rapidamente para dificultar o rastreamento”, complementa o delegado.
A atuação da organização criminosa foi comprovada em ações policiais recentes. Em desdobramentos operacionais, a polícia estourou uma “casa cofre” no bairro Sítio Cercado, na capital paranaense, apreendendo R$ 493.879 em espécie, máquinas de contagem de cédulas e porções de crack, cocaína e maconha.
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