Mãe de adolescente que matou o pai faz revelações macabras sobre o caso

Publicado em 01/10/2025, às 20h03
- Reprodução / Bacci Notícias

Contigo!

A mãe do adolescente de 16 anos apreendido pelo assassinato e ocultação do corpo do pai, Mauro Kiper Mioti (56), em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, apresentou um novo e sombrio panorama sobre o caso.

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Em entrevista ao portal Livramento 24h, ela alegou que tanto ela quanto o filho foram vítimas de Mauro, sugerindo que o crime foi motivado por um desejo de vingança e não por questões financeiras.

A mulher revelou um passado de violência e abuso que, segundo ela, culminou no comportamento do filho. Ela conta ter sido abusada por Mauro aos 9 anos e engravidado dele aos 15.

A convivência entre pai e filho, que passou a morar com Mauro aos 13 anos, era descrita como turbulenta, marcada por brigas e maus-tratos.

O elemento central na versão da mãe é o impacto psicológico que os relatos do pai tinham sobre o jovem. Mauro, segundo ela, bebia, maltratava o filho e “contava o que tinha feito comigo”. Ela descreveu o efeito devastador dessas confissões:

“Ele maltratava o [nome do jovem censurado], bebia e contava o que tinha feito comigo. Isso deixou meu filho transtornado. Como uma criança vai reagir ouvindo o pai dizer que gostava de estuprar a própria mãe?”

Ainda de acordo com a mãe, Mauro teria usado “coisas” para atrair o filho para Santana de Livramento e chegou a expulsá-lo de casa, forçando o adolescente a passar dias na rua.

A mãe nega que o crime tenha sido planejado por interesse em herança ou no controle da borracharia da família. Para ela, o impulso fatal foi a incapacidade do filho de suportar a violência psicológica e os relatos contínuos de abuso.

“Ele disse que não queria nada do pai, só se vingou porque não suportava mais ouvir o que ele falava sobre mim”, completou.

A mulher ainda acrescentou que Mauro havia sido condenado a 33 anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável.

A Polícia Civil agora avalia como esses depoimentos — que, segundo o jornalista Ralph Quevedo, foram replicados pelo menor em seu depoimento — podem afetar a linha de investigação do assassinato.

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