Uma organização criminosa é investigada por aplicar golpes bancários e lavar dinheiro em diferentes estados. Entre as vítimas está uma servidora pública de Alagoas, que perdeu R$ 200 mil após criminosos se passarem por funcionários de um banco.
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Quatro suspeitos foram presos nesta quarta-feira (12), no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. Segundo a polícia, uma empresa usada pelo grupo movimentou mais de R$ 5 milhões.
Como funcionava o esquema
Segundo o delegado Thiago Viana, do Espírito Santo, os criminosos iniciavam a abordagem por telefone. Um deles se passava por gerente bancário e dizia à vítima que havia uma movimentação suspeita na conta.
Depois, outro integrante entrava em contato e se apresentava como funcionário do setor de tecnologia do banco. A ideia era convencer a vítima a permitir o acesso remoto ao aparelho.
Outras pessoas retornam dizendo que são da área de Tecnologia da Informação dos bancos. A partir daí, conseguem acessar os computadores das vítimas e aplicar os golpes", afirmou Thiago Viana.
A investigação aponta ainda que a empresa usada pelo grupo recebia valores de golpes cometidos em diferentes estados para ocultar a origem do dinheiro.
Golpe contra servidora de Alagoas
A servidora pública de Alagoas foi abordada na mesma linha utilizada pelo grupo. Primeiro, uma mulher entrou em contato se passando por gerente bancária. Ela afirmou que havia uma movimentação suspeita na conta da servidora.
Depois, outra integrante se apresentou como funcionária da área de tecnologia do banco e deu continuidade ao golpe.
Os criminosos conseguiram acesso remoto ao dispositivo da servidora e transferiram R$ 200 mil para a empresa apontada pela polícia como parte do esquema.
As prisões
Dois dos suspeitos foram presos no Espírito Santo. Um homem de 50 anos foi localizado em um hospital de Itapemirim, onde trabalhava. O outro, de 42 anos, foi detido na própria casa. Os policiais também apreenderam um cartão bancário e um celular.
Informações sobre as prisões realizadas no Rio de Janeiro ainda não foram divulgadas.
Os materiais apreendidos serão analisados pela polícia e podem ajudar a rastrear o dinheiro transferido pela vítima e identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa.
A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 5 milhões pelas atividades investigadas no inquérito.
Os suspeitos podem responder, inicialmente, por estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, além de outros crimes que possam ser identificados ao longo da investigação.
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