Laboratório conclui análise e revela substância que causou envenenamento em feira livre de Pariconha

Publicado em 12/08/2026, às 10h22
Imagem Ilustrativa - Reprodução/Internet
Imagem Ilustrativa - Reprodução/Internet

Por TNH1 com informações da Polícia Científica

Análises de amostras de bebidas alcoólicas consumidas em uma feira em Pariconha, Alagoas, revelaram a presença de metomil, um inseticida agrícola, resultando na morte de um homem e na internação de outros seis. O caso levanta preocupações sobre segurança alimentar e saúde pública na região.

Os exames confirmaram metomil em uma garrafa pet com uma mistura artesanal, enquanto as garrafas de cachaça não apresentaram a substância. O metomil é conhecido por causar intoxicações graves, afetando o sistema nervoso e podendo levar à morte.

Os laudos periciais foram enviados à Polícia Civil e à Secretaria de Estado da Saúde para dar continuidade às investigações e ações de vigilância. As autoridades estão trabalhando para esclarecer as circunstâncias do envenenamento e prevenir futuros incidentes.

Resumo gerado por IA

As análises das amostras coletadas nas garrafas com bebidas alcoolicas consumidas por ao menos sete pessoas em uma feira no município de Pariconha, no Sertão de Alagoas, foram concluídas pela Polícia Científica nesta quarta-feira (12), com a identificação da presença de metomil, um inseticida de uso agrícola. Um homem morreu e outros seis que passaram mal foram internados no Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS), em Delmiro Gouveia.

Os exames do Laboratório de Química e Toxicologia Forense confirmaram a presença de metomil em três das amostras analisadas.  De acordo com o chefe do laboratório, perito criminal Thalmanny Goulart, na unidade de Química, foram examinadas duas garrafas de cachaça de uma mesma marca e uma garrafa pet contendo uma mistura artesanal, conhecida como “garrafada”.

Segundo as investigações, o conteúdo das garrafas de cachaça teria sido utilizado para preparar a bebida acondicionada no recipiente pet. “Os exames identificaram a presença do metomil exclusivamente na bebida da garrafa pet. Nas duas garrafas de cachaça originais não foi detectada a presença do agrotóxico”, afirmou Goulart.

No último dia 29, a Polícia Científica já havia divulgado que havia presença de inseticida de uso agrícola nas amostras biológicas coletadas do corpo de Gilberto Alves Vicente, de 36 anos, o homem que não resistiu à intoxicação.

Depois, o Laboratório de Toxicologia Forense finalizou as análises biológicas de dois sobreviventes. Os resultados confirmaram a ingestão de metomil, a mesma substância encontrada na ‘garrafada’ e nos exames realizados anteriormente no corpo de Gilberto.

Riscos à saúde

O metomil é um potente inseticida agrícola que provoca intoxicação grave ao afetar o sistema nervoso. Os sintomas incluem náuseas, vômitos, diarreia e dificuldade respiratória. O quadro pode evoluir para alterações cardíacas, tremores, fraqueza muscular e, em casos severos, paralisia da musculatura respiratória, levando à morte.

A chefia do laboratório ressaltou que todas as análises seguiram rigorosos critérios técnico-científicos para subsidiar o esclarecimento dos fatos. Os laudos periciais já foram encaminhados à Polícia Civil e à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para dar continuidade ao inquérito e às ações de vigilância.

Como o caso começou

Sete pessoas passaram mal após participarem da feira livre do município de Pariconha, numa manhã de domingo, dia 26 de julho deste ano. Eles tinham ingerido uma bebida alcoolica conhecida como "raizada". Ainda não havia a confirmação se a situação era um caso de envenenamento ou de intoxicação acidental. 

Gilberto Alves Vicente morreu devido à substância. Já os demais foram socorridos e encaminhados ao HRAS. Os seis pacientes se recuperaram bem e receberam alta médica ainda no mês de julho.

As amostras dos produtos consumidos pelas vítimas foram recolhidas e encaminhadas para análise no laboratório da Polícia Científica. 

Gostou? Compartilhe