Megaoperação no DF combate esquema de anabolizantes clandestinos e bloqueia R$ 32 milhões

Publicado em 12/08/2026, às 08h21
Ascom PC-DF
Ascom PC-DF

Por Jornal de Brasília

Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou uma organização que fabricava e distribuía anabolizantes em várias regiões do Brasil, com conexões no Paraguai. A ação resultou em 43 mandados de prisão e o bloqueio de R$ 32 milhões em ativos.

As investigações revelaram que os produtos eram fabricados em locais improvisados, utilizando insumos de países como China e Índia, e que alguns continham substâncias não listadas nos rótulos. A operação também identificou a participação de influenciadores e o uso de empresas para ocultar a origem dos recursos.

A investigação teve início com a Operação Béquer em fevereiro de 2025, que levou à descoberta de laboratórios clandestinos e uma rota internacional de distribuição. As prisões e os materiais apreendidos estão agora sob análise judicial e policial para as devidas providências.

Resumo gerado por IA

Uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nas primeiras horas desta quarta-feira (12/8) desarticula uma organização investigada por fabricar e distribuir anabolizantes e outros produtos proibidos em diferentes regiões do país. Batizada de Operação Narciso, a ação é conduzida pela Divisão de Defesa do Consumidor da Corf. Segundo a investigação, o grupo mantinha conexões no DF e em oito estados, além de uma rota de abastecimento ligada ao Paraguai.

A Justiça autorizou 43 mandados de prisão preventiva e temporária e outras 64 ordens de busca e apreensão. Também foram determinados o bloqueio e o sequestro de R$ 32 milhões em ativos, além da quebra do sigilo bancário de 58 investigados. A operação alcança Santa Catarina, Acre, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Norte, Paraíba e Minas Gerais, além do Distrito Federal. Mais de 20 estabelecimentos foram lacrados, 10 veículos de luxo apreendidos e mais de 30 sites apontados como irregulares foram retirados do ar.

As apurações indicam que os investigados produziam substâncias em residências, depósitos e outros locais improvisados, sem controle sanitário, em um processo chamado pelos envolvidos de “cozimento”. Insumos provenientes de países como China, Índia e Paraguai seriam utilizados na fabricação, enquanto alguns produtos continham substâncias que não apareciam nos rótulos, segundo a polícia. A investigação também aponta a participação de profissionais e influenciadores na divulgação e comercialização, além do uso de empresas, contas de terceiros e casas de apostas para tentar ocultar a origem do dinheiro.

A investigação começou a partir da Operação Béquer, realizada em fevereiro de 2025, quando policiais encontraram equipamentos, insumos, cápsulas e embalagens em um imóvel no DF. A análise de celulares apreendidos teria permitido identificar fornecedores, laboratórios clandestinos, gráficas, distribuidores e uma rota internacional ligada à fronteira com o Paraguai. De acordo com a PCDF, a rede investigada movimentava valores milionários e mantinha estrutura voltada à fabricação, logística, publicidade e venda dos produtos; os materiais apreendidos e as prisões serão submetidos às providências judiciais e policiais previstas para o caso.

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