Mais de 98% dos hospitalizados por Covid-19 em Maceió não se vacinaram, diz infectologista

Publicado em 05/11/2021, às 11h16
Médico infectologista, dr. Fernando Maia | Foto: Reprodução / TV Pajuçara -

Eberth Lins com TV Pajuçara

A eficácia das vacinas contra a Covid-19 segue sendo comprovada na prática, com a retomada de processos mais próximos à normalidade de antes da pandemia. Em Maceió, cidade que atingiu nesta sexta-feira (05) a marca de 70,3 % dos adultos vacinados, mais de 98% das pessoas hospitalizadas com complicações do novo coronavírus não se vacinaram contra a doença. A afrmação é do médico infectologista Fernando Maia, em entrevista ao programa Cidade Alerta Alagoas, da TV Pajuçara / Record TV.

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"Mais de 98% das pessoas internadas por Covid-19 em Maceió são indivíduos não vacinados. Isso é claro e cristalino: a vacina evita formas graves da doença, evita adoecimento e evita mortes. A gente só está com essa tranquilidade, com essa diminuição importante no número de casos por causa da vacinação", informou o infectologista.

Fernando Maia ressaltou ainda a importância da vacinação para a sociedade alcançar a chamada imunidade de rebanho. "A vacinação é a única forma, a única arma efetiva para reduzir o número de casos, sem ser por infecção natural. Se você deixar a infecção natural ocorrer a gente atinge a imunidade de rebanho? Atinge, mas nesse processo muitas pessoas vão morrer e a vacinação evita que as pessoas morram por causa da doença", alertou.

Liberação do uso de máscaras - Para o médico, a sociedade maceioense está a um passo de alcançar a taxa de imunização que flexibilize o uso de máscaras em ambientes abertos. "A grande transmissão, a gente sabe, se dá em ambiente fechado, mas como os índices de transmissão estavam altos, justificava o uso de máscaras na rua, mas à medida que a vacinação avança e esse casos vão diminuindo, a taxa de transmissão cai e já é possível pensar nessa flexibilização", disse, acrescentando que a liberação inicial será somente para ambientes abertos.

"É uma coisa de cada vez. A gente vai deixar de usar máscara em ambientes abertos, mas em ambientes fechados creio que vá demorar um pouquinho", frisou.

O médico lembrou ainda que os casos de Covid-19 não serão erradicados, reforçando o que tem sido dito em todo o mundo. "Nós vamos sair dessa situação de pandemia como estamos vivendo agora, mas o casos vão continuar em surtos pontuais, a exemplo de um asilo. A vacina serve exatamente para evitar as formas graves e mortes. Ela também tem um percentual bom de evitar os casos da doença em si, mas o principal objetivo é evitar formas graves e mortes", explicou.

Maia pontuou também os riscos individuas e prejuízos coletivos causados por quem opta por não se vacinar. "Quem não se vacinou ou só tomou a primeira dose e não tomou a segunda continua exposto, continua em risco. Além do risco individual de evoluir para a forma grave, tem um risco maior de adoecer do que quem está vacinado e ao adoecer transmitir doença para outras pessoas. É indispensável que todas as pessoas aptas a se vacinar sejam vacinadas. As pessoas que podem se vacinar e não se vacinaram estão contribuindo para a manutenção da contaminação e da pandemia", complementou. Assista à entrevista completa: 

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