Médica que recusou atendimento a criança já havia sido denunciada em 2010

Publicado em 09/06/2017, às 20h23

Redação

A médica que se recusou a atender o menino Breno, de 1 ano, que morreu por não receber atendimento ainda não foi encontrada para depor. Segundo a polícia, em 2010, quando trabalhava em um hospital no Méier, zona norte do Rio, Aide Marques da Silva teria se recusado a realizar uma tomografia em uma mulher que tinha o procedimento marcado. As duas discutiram verbalmente, mas a vítima disse que Aide ainda a agrediu fisicamente. Aide respondeu pelo crime de lesão corporal leve.

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Nesta manhã de sexta-feira (9), o motorista da ambulância que foi acionada para atender o menino prestou depoimento na delegacia. Ele falou que aquele era o primeiro atendimento do plantão de Aide, que alegou já ter encerrado seu plantão para não realizar a solicitação.

— Chegamos ao apartamento e pedi ao porteiro para anunciar nossa chegada. Enquanto ele anunciava, ela perguntou o nome do paciente à técnica e ela foi falando. Quando chegou na idade [da criança], ela começou a gritar comigo, botando o dedo na minha cara falando pra gente ir embora, que ela não ia atender criança nenhuma.

Segundo Robson, ele e a técnica de enfergem tentaram convencer Aide a atender a criança. Ele disse ainda que pouco depois de sair do condomínio, a médica pediu para descer da ambulância e foi embora andando, sem cumprir o plantão.

A delegada Isabelle Conti, que investiga o caso, informou que a médica vai prestar depoimento assim que for localizada. Ela já foi intimada em todos os endereços possíveis, segundo a investigadora.

Com a denúncia, a médica vai responder por homicídio culposo — quando não há intenção de matar.

— Ela ainda não tem status de foragida porque ainda não existe mandado de prisão contra ela. Estamos tentando localizá-la para que ela venha à delegacia prestar esclarecimentos.

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