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Um homem trabalhava no quintal da sua casa quando, como numa cena de desenho animado, deu de cara com duas pedras enormes. Em pouco tempo, o imóvel viveu uma transformação drástica: seu pequeno jardim virou centro de uma escavação arqueológica do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito.
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O pequeno pedaço de terra da aldeia de Behebat al-Hijara (província de Gharbia, Egito) guardava relíquias de 3 mil anos de idade.
Num primeiro momento, o homem tinha encontrado “apenas” uma pedra coberta de inscrições hieroglíficas. Foi só após as autoridades começaram a escavação que os restos de duas estátuas — possivelmente de quase 9 metros de altura — foram encontrados.
A descoberta foi divulgada pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do país no Facebook. Segundo a postagem, uma das estátuas representa o Rei Ramsés II, enquanto a outra “provavelmente” também representa o mesmo rei.
A primeira descoberta foi uma cabeça descrita como “colossal”, com aproximadamente 1,60 metros de altura, nela, o Ramsés II, que comandou o Egito entre 1279 AC e 1213 AC, mais de 3 mil anos atrás, é retratado usando a coroa dupla, que simboliza a unificação do Alto e do Baixo Egito.
Os restos da parte superior da coluna posterior da estátua também foram encontrados, contendo uma inscrição com o título de Hórus do rei, "Hor-ka-nakht-mery-maat".
Para Hisham El-Leithy, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, o tamanho da cabeça descoberta indica que a altura original da estátua, incluindo sua base, pode ter sido de cerca de 8,5 metros, o que reflete a enormidade e a importância artística da estátua.
A segunda descoberta foi maior ainda, com aproximadamente 2,4 metros de altura, faltando a base e as pernas. É essa que os arqueólogos apenas acreditam, no momento, retratar o mesmo rei.
Já o bloco, encontrado ainda pelo morador da residência, é feito de granito rosa, com 1,30 metro de comprimento e contém vestígios de inscrições hieroglíficas que incluem dois títulos do Rei Ramsés II: “Nesu Beti” (Rei do Alto e Baixo Egito) e “Sa Ra” (Filho de Rá).
O Ministro do Turismo e Antiguidades do Egito, Sherif Fathy afirmou que a descoberta representa um “importante acréscimo às descobertas arqueológicas que o Egito vem testemunhando, e contribui para lançar mais luz sobre a história da área de Behbeit El-Hagar e sua importância arqueológica e cultural”.
Behbeit El-Hagar é considerado um dos sítios arquelógicos mais importantes do Delta do Nilo, no Egito, e é famosa pelos vestígios de um enorme templo dedicado ao culto da deusa Ísis, bem como pelos blocos de granito e elementos arquitetônicos que contém, refletindo a importância religiosa e arquitetônica que a área possuía no antigo Egito.
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