Operação policial mira 151 suspeitos de integrar o PCC em seis estados

Publicado em 01/07/2026, às 08h39
São cumpridos 151 mandados de prisão temporária e 169 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrarem a facção criminosa - Foto: Divulgação/MPSC

Folhapress

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O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), do Ministério Público de Santa Catarina, cumpre 151 mandados de prisão temporária e outros 169 de busca e apreensão em seis estados contra investigados ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital), nesta quarta-feira (1°).
 
Além de Santa Catarina, a Operação Coluna Sul cumpre os 320 mandados no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
Segundo a investigação, que tramita em sigilo, o objetivo é desarticular a organização criminosa, que atua dentro e fora dos presídios em Santa Catarina.
 
Agentes do Gaeco do Paraná foram recebidos a tiros durante cumprimento de mandados. Houve confronto e um criminoso foi morto. Nenhum agente ficou ferido.
"A troca de tiros mobilizou diversas equipes de apoio e reforçou a gravidade da resistência e alta periculosidade apresentada pelos suspeitos, sendo que um deles morreu no confronto. O suspeito, integrante da facção, efetuou disparos contra os policiais fazendo uso de pistola com seletor de rajada", afirmou o Ministério Público de Santa Catarina.
 
Dois investigados foram presos em São Paulo, nas cidades de Hortolândia e Mogi Guaçu. Nos locais também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
Os mandados foram expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina. Os alvos, segundo a Promotoria, estariam envolvidos na em diversos crimes, incluindo organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo.
 
A operação em Santa Catarina conta com 103 integrantes do Gaeco, cerca de 552 agentes de segurança pública, além de 198 viaturas e dois helicópteros.
O Gaeco instalou cinco bases operacionais em Florianópolis, Joinville, Lages, Chapecó e São Miguel do Oeste. Em cada uma delas, equipes da força-tarefa atuam de forma integrada para coordenar o cumprimento simultâneo das ordens judiciais.
 
Os materiais apreendidos durante as buscas serão encaminhados à Polícia Científica de Santa Catarina para os exames periciais necessários.
 
O nome da operação, Coluna Sul, foi adotado em razão de ser essa a designação utilizada pelo próprio PCC para o conjunto formado pelos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, território estratégico para a expansão e o controle da facção na região Sul e Centro-Oeste do país.
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