Policial civil que matou colegas de farda tem prisão preventiva decretada

Publicado em 20/05/2026, às 14h55
Policiais civis morreram após tiros disparados por colega de farda - Divulgação

João Arthur Sampaio

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O policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho, de 61 anos, que matou dois colegas de farda em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça nesta quarta-feira (20). A decisão trouxe que a imposição de medidas cautelares seria “insuficiente”.

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Também foi determinado que o autuado permanecesse detido em uma cela separada dos demais detentos, por ser agente de segurança pública. Além disso, o juiz também determinou que cumpram-se as seguintes diligências, considerando os elementos que constam no auto do flagrante:

Entenda o caso

Gildate foi preso suspeito de matar dois outros agentes da Polícia Civil na madrugada desta quarta-feira (20), no município de Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas. As vítimas foram identificadas apenas como Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira.

De acordo com os primeiros levantamentos, na madrugada, eles estavam em uma viatura e retornavam de uma ocorrência, a caminho da Delegacia Regional de Delmiro Gouveia.

O suspeito ocupava o banco traseiro do veículo quando teria entrado em surto e efetuado disparos contra os dois colegas, que estavam nos bancos da frente. Ambos morreram no local.

"Foi execução", diz tio de policial assassinado

O delegado da Polícia Civil de Sergipe, Luciano Cardoso, tio do policial civil Yago Gomes, conversou com a reportagem da TV Pajuçara/RECORD e afirmou que o sobrinho sofreu uma execução por parte do também policial Gildate Góes. A fala foi feita em frente ao Instituto Médico Legal (IML), onde o delegado sergipano esteve na manhã desta quarta para os procedimentos legais da liberação do corpo.

Para o delegado, a versão de que o policial Gildate matou os colegas de farda durante um suposto surto não condiz com as evidências.

A informação que eu tenho é que ele já matou um colega há anos atrás, executou um preso dentro da viatura e que recentemente matou um cachorro. Será que a Corregedoria da Polícia Civil de Alagoas não tinha conhecimento desses fatos, porque que estava na ativa se era louco? Pelo que vi aqui, ele assassinou um policial [Denivaldo Jardel Lira Moraes] e Yago não concordando com a situação, ele foi lá e matou Yago para não ter testemunhas.

Luciano Cardoso, delegado da Polícia Civil de Sergipe e tio do policial civil Yago Gomes.
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