Porque Collor e Bolsonaro, presos, foram convidados para posse no TSE

Publicado em 13/05/2026, às 07h00

Flávio Gomes de Barros

Indicado ao STF por Jair Bolsonaro, apadrinhado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e outras lideranças do Centrão, o ministro  Kássio Nunes Marques assumiu ontem a presidência do Tribunal Superior Eleitoral.

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Junto com ele foi empossado na vice-presidência do TSE o também ministro André Mendonça, outro que chegou ao STF por nomeação de Jair Bolsonaro.

Chamou atenção o fato de dois ex-presidentes da República, que cumprem pena de prisão, terem sido convidados para a solenidade: Fernando Collor de Mello e o próprio Bolsonaro.

Há uma explicação: convites a ex-ocupantes do Palácio do Planalto são uma praxe nas posses da alta cúpula do Poder Judiciário - antecessores de Nunes Marques cumpriram o mesmo protocolo.

Em seu discurso, o novo presidente do TSE demonstrou preocupação em evitar que o uso de inteligência artificial atrapalhe a campanha eleitoral:

"Cada voto deve ser computado como expressão da soberania popular. Teremos alguns desafios, como o uso excepcional da inteligência artificial, que apesar do potencial benéfico pode trazer problemas”. 

 

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