Flávio Gomes de Barros
Indicado ao STF por Jair Bolsonaro, apadrinhado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e outras lideranças do Centrão, o ministro Kássio Nunes Marques assumiu ontem a presidência do Tribunal Superior Eleitoral.
LEIA TAMBÉM
Junto com ele foi empossado na vice-presidência do TSE o também ministro André Mendonça, outro que chegou ao STF por nomeação de Jair Bolsonaro.
Chamou atenção o fato de dois ex-presidentes da República, que cumprem pena de prisão, terem sido convidados para a solenidade: Fernando Collor de Mello e o próprio Bolsonaro.
Há uma explicação: convites a ex-ocupantes do Palácio do Planalto são uma praxe nas posses da alta cúpula do Poder Judiciário - antecessores de Nunes Marques cumpriram o mesmo protocolo.
Em seu discurso, o novo presidente do TSE demonstrou preocupação em evitar que o uso de inteligência artificial atrapalhe a campanha eleitoral:
"Cada voto deve ser computado como expressão da soberania popular. Teremos alguns desafios, como o uso excepcional da inteligência artificial, que apesar do potencial benéfico pode trazer problemas”.
LEIA MAIS
O recado de Renan para JHC Empresário alerta para Jornada 5×2: "Nem tudo é festa!" Opinião: "O Nordeste infartou" A prática, até agora impune, de trocar brindes por votos