Contextualizando

A prática, até agora impune, de trocar brindes por votos

Em 12 de Maio de 2026 às 08:00

Ganharam o noticiário nacional as imagens, em vídeo, do governador Paulo Dantas (MDB) sorteando 50 Pix de R$ 200 cada um, no  evento "Sorteio das Mães 2026", promovido pela prefeitura de Rio Largo, no domingo passado, 10.

Durante a festividade foram distribuídos cerca de 170 prêmios, incluindo uma moto 0 km para os participantes do evento.

Ao lado do prefeito do município, Carlos Gonçalves (MDB), o governador anunciou que ele e o senador Renan Calheiros (MDB) distribuiriam presentes, o que de fato aconteceu.
Segundo o jornalista Carlos Madeiro, do portal UOL, a Secretaria de Estado da Comunicação explicou que a ação "possui caráter estritamente pessoal e privado, sem qualquer relação com a agenda institucional do Governo de Alagoas", acrescentando: "Não houve utilização de recursos públicos, servidores ou qualquer estrutura vinculada ao Tesouro Estadual. O governador Paulo Dantas exerceu um direito individual, utilizando recursos próprios, dentro dos limites estabelecidos pela legislação vigente."
Como estamos em ano eleitoral, certamente o material divulgado deve chegar ao conhecimento da Justiça Eleitoral e, independentemente do mérito da questão, é preciso que se diga que a entrega de produtos ao eleitor acontece ao longo de todo o ano, de diversas formas, sem maiores consequências para os envolvidos.
Isso se dá em datas festivas - Semana Santa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Natal - de forma ostensiva, envolvendo gestores públicos e candidatos, normalmente com utilização de recursos públicos.
Como normalmente essa prática eleitoreira visando angariar a simpatia e a gratidão do eicadão/eleitor não dá em nada, os interessados vão continuar fazendo, na certeza da impunidade.

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