Prefeitura do Rio diz que orla é explorada por facções e anuncia ação para retirar ambulantes ilegais

Publicado em 07/07/2026, às 14h06
Agentes da Prefeitura do Rio percorrem a orla para fiscalização - Reprodução / SEOP

Yuri Eiras / Folhapress

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A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nesta terça-feira (7) que vai escalar 320 agentes municipais para fiscalizar diariamente a orla do Leme ao Leblon, na zona sul, e retirar vendedores ambulantes ilegais. A ação começa no próximo dia 16.

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A prefeitura disse ter identificado que facções criminosas exploram vendedores irregulares, cobrando taxas para o uso do espaço no calçadão.

"Informações indicam que algumas facções criminosas cobram de R$ 200 a R$ 300 por dia por pontos de venda na orla", afirmou Marcus Belchior, secretário municipal de Ordem Pública.

A diferença do projeto anunciado para o modelo atual de fiscalização é o monitoramento diário da orla. A cada 12 horas, segundo a prefeitura, 160 agentes municipais serão escalados para o trabalho no calçadão. Os 320 agentes, espalhados por 69 pontos do Leme ao Leblon, começam a atuar a partir da semana que vem, com apoio de setores de inteligência das polícias Civil e Militar.

Câmeras da prefeitura e drones também vão ser destacados para a fiscalização.
Os dados da gestão Eduardo Cavaliere (PSD) divulgados nesta terça indicam que há 1.000 ambulantes ilegais atuando na zona sul. Destes, 20% seriam estrangeiros. A prefeitura afirma ter identificado 22 depósitos irregulares que servem de armazenamento.

"Copacabana, dentro dos nossos relatórios, apresenta diversas origens: são bolivianos, angolanos, venezuelanos ilegais trabalhando nessa logística", afirmou Belchior.

O calçadão da zona sul é atualmente ocupado por comerciantes ilegais de vestuário —principalmente roupas de praia e camisetas de futebol, com foco na venda para turistas—, comida e bebida, incluindo bebidas alcoólicas, além do aluguel irregular de bicicletas elétricas e ciclomotores.

No anúncio, a prefeitura orientou que trabalhadores irregulares devem se cadastrar em plataformas municipais de vagas de emprego e cursos de qualificação.

"Muitas vezes o trabalhador está ali por uma semana, no máximo. Ele não é permanente. Os pontos de venda é que são, então sequer é identificável ou é relevante quem é aquela pessoa naquele dia", disse o prefeito.

Em janeiro, durante o verão, a prefeitura fez ações para retirar vendedores ilegais do calçadão e apreender mercadorias. Os ambulantes fizeram dias de protesto no Arpoador e em Ipanema, e houve briga com agentes municipais.

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