CNN Brasil
Um produtor de cinema está pedindo US$ 105 milhões (cerca de R$ 532,2 milhões) em indenização da Netflix após alegar que uma cópia de seu filme não lançado, estrelado por Nicolas Cage, foi roubada dos estúdios da plataforma de streaming em Hollywood.
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Os advogados do produtor Simon Afram afirmaram em uma ação judicial movida na quarta-feira (29), na Califórnia, que os cineastas entregaram à Netflix, em junho, uma cópia máster não criptografada do drama sobre a Segunda Guerra Mundial "Fortitude", a pedido da própria empresa.
Afram investiu mais de US$ 45 milhões na produção, que levou sete anos para ser concluída, e estava em processo de negociação para vender o filme à Netflix ou a outra distribuidora.
Nove dias depois, os autores do processo foram informados por meio de um e-mail da Netflix que "alguém roubou uma boa quantidade de discos rígidos das nossas mesas na última semana", incluindo aquele que continha "Fortitude", de acordo com o processo.
Os produtores argumentam que o valor do filme foi "destruído", pois é improvável que as distribuidoras comprem um longa-metragem que possa surgir em sites de pirataria. Eles afirmam que a Netflix deveria ter protegido o disco rígido adequadamente.
"Não é concebível que um comprador sofisticado invista milhões de dólares para adquirir o filme — e outros tantos milhões para divulgá-lo — correndo o risco constante de que ele possa aparecer on-line para ser assistido gratuitamente a qualquer momento", afirma a ação.
O processo exige pelo menos US$ 105 milhões em reparações.
Em nota, a Netflix disse que "contesta qualquer alegação de que deva arcar com o risco de perda de um filme entregue sem as salvaguardas adequadas e padrão da indústria".
"Embora não possuamos os direitos de 'Fortitude', levamos a segurança de conteúdo a sério e tomamos medidas extras para apoiar o cineasta e sua equipe", incluindo a investigação do furto e o monitoramento de sites de pirataria para evitar a distribuição não autorizada do filme, afirmou a empresa.
A Netflix disse ainda que se recusou a compartilhar informações da investigação com os advogados de Afram "dadas as suas tentativas hostis de extorquir dinheiro da Netflix por conta dessa situação (...) em vez de trabalhar conosco de boa-fé".
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