Professor da Ufal está entre torcedores proibidos de ir a jogos do CSA por confusão

Publicado em 13/02/2026, às 15h38
Professor é apontado como o principal alvo do inquérito que apura a confusão registrada entre CSA e Ituano, em agosto do ano passado - Arquivo TNH1

TNH1

Um dos torcedores do CSA que estão proibidos pela Justiça de frequentar jogos do clube é um professor do magistério superior da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). De acordo com o Poder Judiciário, o docente e outras 23 pessoas cumprem medidas cautelares por suspeita de planejar, articular e incitar confrontos violentos entre torcidas organizadas.

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O TNH1 teve acesso ao processo. No documento, consta que o professor é apontado como o principal alvo do inquérito que apura a confusão registrada na partida entre CSA e Ituano, válida pela Série C do Campeonato Brasileiro, em agosto do ano passado.

Segundo a Polícia Civil, ele foi flagrado por câmeras de segurança do Rei Pelé arremessando um objeto semelhante a uma porta do pavimento superior para o inferior, em direção a policiais militares.

Em interrogatório prestado no dia 19 de janeiro, de acordo com a defesa, o professor afirmou que deixava o estádio antes do fim da partida quando o tumulto começou e houve o disparo de munições menos letais.

Ele relatou que, em desespero, arremessou um pedaço de madeira/porta que estava no local, mas sustenta que não lançou o objeto na direção dos policiais, e sim para o lado oposto.

Nos dias de partidas do CSA, os investigados azulinos precisam comparecer à sede da ROTAM. O professor, inclusive, já teve de cumprir a determinação durante o jogo contra o Cruzeiro-AL, no dia 7 deste mês, pelo Campeonato Alagoano.

Professor nega ligação com torcida organizada

A defesa do professor entrou com pedido de reconsideração e revogação das medidas cautelares na última quarta-feira (11). No requerimento, os advogados afirmam que ele não integra a Mancha Azul, torcida organizada do CSA.

Ainda segundo o jurídico, a decisão judicial não apresenta elementos objetivos e individualizados que comprovem que o investigado faça parte de organização de torcedores, participe de confrontos de forma reiterada ou atue de maneira coordenada em grupo estruturado.

A defesa também ressalta que o professor não possui antecedentes criminais e argumenta que a exigência de comparecimento a uma unidade militar durante os jogos do CSA representa uma restrição severa à liberdade de locomoção.

O pedido destaca ainda que a medida cautelar pode comprometer o deslocamento e a presença do docente em sala de aula, já que o campus onde atua fica localizado no interior de Alagoas.

O TNH1 tentou contato com a defesa do professor, mas as ligações não foram atendidas. A reportagem também procurou a Ufal para saber se haverá manifestação. O espaço segue aberto.

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