Quando o analfabetismo tecnológico afeta os direitos do cidadão

Publicado em 01/07/2026, às 13h30

Flávio Gomes de Barros

Circula no território livre da Internet um texto interessante, de autoria não identificada, que nos leva a uma oportuna reflexão.

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Principalmente aqueles que são analfabetos funcionais quanto ao uso de modernas tecnologias, inclusive os de idade mais avançada.

Em ambas as situações, a dificuldade enfrentada é, acima de tudo, um atentado à Cidadania.

Eis o texto:

"Uma sociedade que obriga uma pessoa de 90 anos a usar um smartphone para acessar seus próprios direitos não é moderna: é uma sociedade que decidiu se livrar de seus idosos.

Em 2026 tudo virou um aplicativo, um código, um portal.

Mas quem construiu este país com as próprias mãos hoje se encontra analfabeto dentro da própria casa.

Para marcar uma consulta ou pagar uma conta, é preciso um filho ou um neto quando existe um.

O sistema falhou. Isto não é inovação. É exclusão. A tecnologia deve ajudar, não selecionar quem tem direito à dignidade.

Quando deixamos para trás aqueles que vieram antes de nós, não estamos evoluindo: estamos apenas nos tornando mais cômodos e mais egoístas."

O pior é que pessoas desatualizadas quanto aos avanços tecnológicos que o cotidiano nos impõe são altamente vulneráveis a fraudes, justamente pelo desconhecimento do que são obrigadas a fazer.

Inadmissível que o próprio poder público não apenas pratique, como estimule o fim do atendimento presencial em serviços essenciais.

É preciso que os governantes entendam que o analfabetismo tecnológico é um tipo de deficiência e dessa forma precisa ser encarado.

 

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