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Sem público, Bolsonaro desmarca evento no Centro de Curitiba

Publicado em 29/03/2018, às 17h46

Redação

O deputado federal e pré-candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), cancelou o ato que iria realizar na praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba, nesta quinta-feira (29).

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De acordo com a jornalista Andreza Rossini, do site Paraná Portal, nenhum dos apoiadores do político compareceu ao local marcado. O ato estava previsto para começar às 10h30 e a imprensa havia sido convidada pela assessoria na noite anterior, enquanto ainda acontecia o ato de encerramento da caravana do ex-presidente Lula.

Às 11h, Bolsonaro passou pelo local. De acordo com a assessoria de imprensa, o evento foi cancelado para evitar conflito com estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) que assistiam a uma peça de teatro do Festival de Curitiba, apresentada na praça.

Bolsonaro prometia lavar as escadarias da UFPR, onde o ex presidente Lula passou ontem (28) e finalizou a caravana que fazia pelo sul do país. “A ideia é esta mesmo, lavar a praça que foi usada por Lula, que deveria estar na cadeia e não fazendo caravanas pelo país. Vamos lavar esta sujeira que o PT fez e deixou no Brasil”, disse o político.

Bolsonaro seguiu para um almoço no tradicional restaurante Madalosso, no bairro Santa Felicidade, em Curitiba. O almoço é por adesão e custa R$ 45 por pessoa.

Durante a coletiva de imprensa, o deputado Fernando Franscischini, que cuida da agenda do candidato à presidência, afirmou que o ato foi cancelado em respeito à peça. “Não poderíamos atrapalhar a apresentação, seria uma imensa falta de respeito com os atores e o público”, afirmou.

Questionado sobre como acabaria com o feminicídio caso seja eleito, Jair Bolsonaro cravou: “lei do feminicídio não funciona; melhor é arma na bolsa”, disse.

Outro tema abordado por Bolsonaro foi o projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados que ficou conhecido como “Fim de Privilégios”. A proposta, de autoria de Bolsonaro e Fernando Francischini (PSL), prevê a revogação da lei que concede benefícios aos ex-presidentes da República.

Bolsonaro falou ainda que caso eleito terá uma equipe de técnicos compondo os Ministérios, e que extinguirá por exemplo o Ministério da Cultura, anexando como secretaria ao Ministério da Educação.

Ataque à caravana foi “factóide”

Jair Bolsonaro chegou a acusar o próprio PT de ter criado “um factóide” sobre o ataque à caravana, em que um ônibus teria sido atingido por três tiros, no interior do Paraná, na terça-feira.

Em coletiva à imprensa, nesta quinta, o presidente do PT do Paraná, ex-deputado federal Doutor Rosinha, afirmou, sem citar nomes, que somente “uma pessoa com problema mental” diria que o próprio partido atentaria contra a caravana.

“Eu estava lá, imediatamente nós chamamos a polícia, saíamos dali, eu fui à delegacia junto quando foi tomado o depoimento de um jornalista e do motorista do ônibus. Solicitamos que no mesmo dia a perícia se fizesse presente porque nós não queríamos ser vítimas de ilações e mentiras… Acho que deve ser alguma pessoa que tem um problema mental ou muita má-fé imaginar que um de nós vamos dar um tiro em um ônibus que tem dentro dele gente nossa. Eu repudio em nome do PT esse tipo de argumento e espero o mais rápido possível que o laudo fique pronto”, afirmou Rosinha.

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