Redação
Albino Santos de Lima, o “serial killer de Maceió”, volta ao banco dos réus na manhã desta quarta-feira (4) para o seu 11º julgamento. O júri popular promovido pela 9ª Vara Criminal da Capital julgará Albino pela morte de José Cícero Bernardo da Silva, de 51 anos, apontado como uma das primeiras vítimas da série de homicídios cometidos na capital alagoana.
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O crime ocorreu por volta das 18h do dia 8 de dezembro de 2019, no bairro Chã da Jaqueira. Embora Albino tenha admitido o assassinato durante o depoimento prestado na delegacia e voltado atrás ao negar a autoria em juízo, testemunhas que presenciaram a ação afirmam que ele foi o autor dos disparos.
A acusação conta com o reforço de provas periciais cruciais. De acordo com o exame balístico realizado pela Polícia Científica de Alagoas, os projéteis retirados do corpo de José Cícero foram disparados pelo mesmo revólver calibre .38 utilizado no assassinato de Genilda Maria da Conceição. A idosa, de 71 anos, foi morta enquanto acompanhava o neto a caminho da escola, também na Chã da Jaqueira, crime pelo qual Albino já foi julgado e condenado a 22 anos, 5 meses e 15 dias de reclusão.
A acusação no plenário ficará a cargo do promotor de Justiça Antonio Vilas Boas. O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) sustentará a qualificadora de homicídio cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, buscando mais uma condenação para o histórico criminal do réu.
Penas somam a quase 300 anos de prisão
Albino enfrentou o 10º julgamento pelo Tribunal do Júri no último dia 22. Com a última condenação, as penas somadas ja chegam a 294 anos, dois meses e 13 dias de prisão.
No júri passado, a sentença foi de 60 anos de prisão pelo duplo homicídio de Débora Vitória Silva dos Santos e John Lenno Santos Ferreira, ocorrido em dezembro de 2023, no bairro da Levada, em Maceió.
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