O Poder Judiciário de Alagoas dará início ao Mês Nacional do Júri na próxima terça-feira, com 27 sessões programadas em 18 cidades, incluindo o julgamento de Gilmar Galvão da Silva, ex-cabo da Polícia Militar, acusado de homicídio em 2007.
O caso envolve a morte de Carlos Eduardo Santos de Freitas, que foi sequestrado e assassinado por um grupo que se apresentou como policiais, e a companheira da vítima teve que buscar seu corpo no IML após sua localização pelo Ministério Público.
Durante o mês de novembro, 135 processos de crimes dolosos contra a vida serão julgados, com foco em casos antigos e prioritários, em uma mobilização que conta com a colaboração de diversas instituições para acelerar a tramitação desses processos.
O Poder Judiciário de Alagoas inicia, na próxima terça-feira (3), os julgamentos do Mês Nacional do Júri, com 27 sessões previstas em 18 cidades na primeira semana. Entre os casos pautados está o de Gilmar Galvão da Silva, ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas, acusado de participação no homicídio de Carlos Eduardo Santos de Freitas, ocorrido em 2007.
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A sessão está marcada para quarta-feira (4), às 8h, no Fórum do Barro Duro, pela 7ª Vara Criminal de Maceió.
Segundo a denúncia, na noite de 8 de abril daquele ano, um grupo foi à residência da vítima, no Village Campestre II, em Maceió, e se apresentou falsamente como uma equipe de policiais da Delegacia de Repressão às Drogas.
Ao abrir a porta, Carlos Eduardo teria sido obrigado a entrar em um veículo e levado a um local desconhecido, onde foi morto com vários disparos de arma de fogo.
Ainda conforme a acusação, a companheira da vítima procurou por ele em delegacias e no Instituto Médico Legal (IML). Com a intervenção do Ministério Público Estadual, ela conseguiu localizar o corpo no IML em 20 de abril.
Gilmar havia sido condenado a 21 anos, dez meses e 15 dias de reclusão em julgamento realizado em 18 de novembro de 2022.
Em 23 de outubro de 2024, a Câmara Criminal do TJAL reconheceu uma nulidade parcial no processo. Após a retomada da tramitação, o réu foi novamente pronunciado e, por isso, será novamente julgado.
Atualmente, Gilmar está preso por determinação judicial em outro processo.
Condenado em junho
A Justiça de Alagoas condenou a 21 anos de prisão o ex-cabo da Polícia Militar Gilmar Galvão, réu por assassinar o sargento da corporação Osmário Dias Lima Júnior. O crime foi registrado em dezembro de 1999, e teve grande repercussão em Alagoas pois foi praticado mediante a sequestro na frente da família da vítima. O julgamento aconteceu em junho de 2026 e terminou com a prisão do réu condenado.
Mês do Júri
Ao longo de novembro, serão julgados processos envolvendo crimes dolosos contra a vida. No total, estão pautados 135 processos, sendo 36 na capital e 99 no interior.
A programação da primeira semana prevê cinco júris na terça-feira (3), dez na quarta-feira (4), nove na quinta-feira (5) e três na sexta-feira (6). A relação completa dos julgamentos pode ser consultada aqui.
As sessões ocorrerão em Maceió, Arapiraca, Rio Largo, São Miguel dos Campos, Marechal Deodoro, Santana do Ipanema, Batalha, Girau do Ponciano, Maravilha, Pão de Açúcar, Porto Real do Colégio, Olho d’Água das Flores, Limoeiro de Anadia, Pilar, São Luís do Quitunde, Cacimbinhas, Matriz de Camaragibe e Santa Luzia do Norte.
Instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a força-tarefa busca dar mais celeridade aos processos envolvendo crimes dolosos contra a vida. A mobilização conta com o apoio do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Ordem dos Advogados, da Secretaria de Ressocialização (Seris) e da Polícia Militar de Alagoas.
Foram priorizados processos com mais de cinco anos de tramitação, com réus presos, casos de feminicídio, crimes envolvendo policiais como vítimas ou réus, casos com vítimas menores de 14 anos e processos que aguardam um segundo julgamento.