Homem pega 46 anos de prisão por matar ex-companheira grávida na frente dos filhos em Maceió

Publicado em 03/11/2026, às 18h18
Homem foi preso às margens da rodovia AL-101 Sul, em Marechal Deodoro - Reprodução
Homem foi preso às margens da rodovia AL-101 Sul, em Marechal Deodoro - Reprodução

Por TNH1

Mário Santana da Silva foi condenado a 46 anos e oito meses de prisão pelo assassinato de sua ex-companheira, Maria Amanda Farias dos Santos, que estava grávida e foi morta com mais de 20 facadas na presença dos filhos em Maceió.

O crime, ocorrido em 31 de agosto de 2024, foi classificado como feminicídio, com agravantes como motivo torpe e meio cruel, refletindo a gravidade da violência de gênero na sociedade.

Após ser preso horas depois do crime, Mário alegou ter 'perdido a cabeça' ao saber de uma suposta agressão contra sua filha, e o julgamento ocorreu na 9ª Vara Criminal da Capital, destacando a necessidade de medidas mais rigorosas contra a violência doméstica.

Resumo gerado por IA

Mário Santana da Silva foi condenado pelo Tribunal do Júri, nesta terça-feira (3), a 46 anos e oito meses de prisão pela morte da ex-companheira, Maria Amanda Farias dos Santos, de 26 anos. Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), a vítima estava grávida e foi morta na presença dos filhos.

O crime aconteceu em 31 de agosto de 2024, na casa da avó materna do condenado, no bairro Ponta da Terra, parte baixa de Maceió. Maria Amanda foi atingida por mais de 20 golpes de faca após uma discussão. Ela tinha três filhos, dois deles com Mário.

Maria Amanda foi assassinada a facadas no dia 31 de agosto | Arquivo Pessoal
Maria Amanda foi assassinada a facadas no dia 31 de agosto | Arquivo Pessoal

O MPAL denunciou Mário por feminicídio, com as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e dissimulação. A acusação também considerou que a vítima estava grávida e que o crime foi cometido na presença dos filhos.

"Devemos sempre fazer a pergunta: 'Ele matou porque ela existia ou matou porque ela não quis existir sem ele?'", questionou a promotora de Justiça Adilza Freitas, em trecho divulgado pelo MP.

O julgamento aconteceu na 9ª Vara Criminal da Capital, no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro Barro Duro.

O CRIME

Maria Amanda morreu após ser atingida por mais de 20 golpes de faca na noite de 31 de agosto de 2024, no bairro Ponta da Terra, na parte baixa de Maceió. O autor do feminicídio foi preso horas depois do crime, na rodovia AL-101 Sul, em Marechal Deodoro, na região Metropolitana de Maceió.

As informações da Polícia Militar apontaram à época que o assassino confesso de Maria Amanda trabalhava como caminhoneiro e tinha dois filhos com a vítima. Ela era mãe também de um terceiro filho, fruto de outro relacionamento.

Ao ser preso naquela madrugada, o homem disse para a polícia que "perdeu a cabeça" ao confrontar a vítima depois de ser informado sobre uma suposta agressão sofrida pela filha de dois anos. O réu também admitiu que tinha a intenção de matar o companheiro dela, que segundo ele, seria o suspeito de ter praticado a violência contra a criança. Mário foi detido no momento em que ia ao encontro dele.

Em um vídeo que circulou nas redes sociais na ocasião, já dentro da viatura, o homem disse que teria "perdido a cabeça".

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