Socialite é condenada a 18 anos de prisão por atropelar de propósito ladrão na Itália

Publicado em 12/06/2026, às 16h41
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Uma socialite italiana foi condenada a 18 anos de prisão por ter atropelado de forma intencional um ladrão na Itália.

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Cinzia Dal Pino, de 67 anos, com semblante sério, compareceu à audiência de quinta-feira (11/6), em Lucca (Toscana Itália), acompanhada da filha.

O juiz do caso autorizou que Cinzia cumpra a pena por homicídio em prisão domiciliar. Ela será monitorada por tornozeleira eletrônica.

Imagens de câmera de segurança num resort à beira-mar em Viareggio mostraram Cinzia passando com o seu SUV Mercedes sobre Nourdine Mezgoui, um cidadão marroquino em situação irregular na Itália, em setembro de 2024. A socialite passou com o carro sobre o corpo do imigrante, já inconsciente, ao menos três vezes.

A divulgação do vídeo das câmeras de segurança chocou o país. A frieza com que a empresária atropelou o homem, pegou a bolsa de volta e foi embora sem prestar socorro alimentou o debate sobre a perda de empatia na sociedade.

Parente mostra a foto de Nourdine Mezgoui — Reprodução

 

A Promotoria alegou que a rica mulher havia atropelado o marroquino em ato de "vingança excessiva" e pediu a aplicação da pena de prisão perpétua. Promotores e críticos argumentaram que a ação foi uma "justiça privada", apontando que não houve legítima defesa, pois o assaltante já estava fugindo a pé e não ameaçava a vida da socialite no momento do atropelamento.

A defesa, por sua vez, argumentou que ela apenas queria recuperar sua bolsa e solicitou que a acusação fosse reduzida para "excesso negligente de legítima defesa".

"Eu esperava um resultado diferente, tanto em termos da classificação legal quanto da severidade da pena", disse à imprensa local o advogado Entico Marzaduri, que representa a socialite. Ele anunciou que vai recorrer da decisão.

Na noite do atropelamento, Cinzia saiu do carro, pegou a sua bolsa e foi embora dirigindo. O caso gerou fortes debates na Itália sobre imigração, legítima defesa, justiça com as próprias mãos e a segurança pública nas cidades.

Nourdine morreu devido a uma grave laceração da aorta abdominal e hemorragia interna, segundo legistas.

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