Mulher conta como escapou de ser vítima de 'um dos crimes mais raros do mundo'

Publicado em 09/09/2026, às 22h39
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Por Extra

Em 2011, Angelique Robledo, grávida de seu primeiro filho, se envolveu em um caso perturbador com Kassandra Toruga, que alegou estar grávida e acabou provocando um incêndio em sua casa na tentativa de roubar o bebê de Angelique.

Após o incêndio, descobriu-se que Kassandra não estava grávida e ela foi encontrada com facas e roupas de bebê, confessando que planejava o sequestro do filho de Angelique, o que levantou questões sobre a segurança das gestantes.

Kassandra foi condenada a sete anos e meio em uma instituição psiquiátrica, mas foi liberada em agosto de 2019, encerrando um dos casos mais raros de sequestro fetal nos EUA, que ecoa outros crimes semelhantes, como o de Reagan Simmons-Hancock no Texas.

Resumo gerado por IA

Um documentário neste ano trouxe à tona um drama vivido por Angelique Robledo. Em 2011, aos 18 anos e grávida do primeiro filho, Angelique conheceu Kassandra Toruga, em Maricopa (Arizona, EUA). Devido a "gestações simultâneas", as duas jovens criaram um vínculo imediato.

"Podemos superar isso juntas", chegou a dizer Angelique à amiga, segundo relato publicado pelo "New York Post" em 2022.

Com o passar do tempo, no entanto, o comportamento de Kassandra tornou-se confuso, levantando suspeitas, especialmente pelo fato de ela alegar estar grávida de seis meses sem exibir o volume abdominal condizente com a etapa da gestação.

A situação atingiu um ponto crítico em fevereiro do mesmo ano, durante uma visita à casa de Angelique. Kassandra, que havia perdido o chá de bebê da amiga, compareceu com presentes, mas agiu de forma incomum. Em um momento do encontro, ela pediu que Angelique se virasse e fechasse os olhos para receber uma surpresa.

"Vou passar por trás de você e jogar os presentes no seu colo, um por um", afirmou Kassandra.

Angelique, sentindo-se incomodada e sob uma "sensação horrível de estar em perigo", decidiu descer para o andar inferior da residência. Ao retornar ao quarto pouco depois, ela encontrou o cômodo em chamas. As autoridades foram acionadas e, durante o atendimento, foi descoberto que Kassandra não estava grávida.

Na bolsa da mulher, a polícia encontrou duas facas de açougueiro, uma tesoura, uma fralda e roupas de bebê. Posteriormente, ela confessou que provocou o incêndio para roubar o filho de Angelique.

"Agora compartilho minha história para mostrar às pessoas como é importante confiar na intuição materna. Se eu não tivesse feito isso, meu precioso filho e eu talvez não estivéssemos vivos hoje", concluiu a sobrevivente do que é considerado "um dos crimes mais raros".

Apesar de enfrentar acusações de tentativa de homicídio, incêndio criminoso e roubo, um tribunal do Arizona decidiu não prosseguir com a acusação de tentativa de homicídio. Em fevereiro de 2012, Kassandra se declarou culpada por motivo de insanidade mental pela tentativa de incêndio criminoso e foi condenada a sete anos e meio em uma instituição psiquiátrica de segurança máxima.

O porta-voz do Ministério Público do Condado de Pinal, Kostas Kalaitzidis, afirmou:

"O Grande Júri analisa tanto as recomendações quanto as acusações que eles acreditam poder ser processadas com sucesso."

Ela foi liberta em agosto de 2019, quando o filho de Angelique, Ryland, tinha entre oito e nove anos.

O desfecho encerrou um dos casos mais perturbadores de tentativa do crime chamado "sequestro fetal" registrados nos EUA, que culminou em um incêndio criminoso e que manteve a agressora sob custódia até sua libertação, em agosto de 2019.

O caso tem fortes semelhanças com o vivido por Reagan Simmons-Hancock, que tinha 21 anos e estava nas últimas semanas de gravidez, no Texas (EUA). Ela foi brutalmente assassinada em casa pela amiga Taylor Parker, que fingiu gravidez e roubou o feto do útero de Reagan. O bebê e a mãe morreram. Taylor foi condenada à morte.

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