Suzane Richthofen, Matsunaga e outros condenados receberam dinheiro por Tremembé?

Publicado em 07/11/2025, às 20h13
- Divulgação / Prime Video

TNH1

Ler resumo da notícia

Desde o lançamento, a série Tremembé, do Prime Video, virou assunto nas redes sociais e reacendeu uma dúvida que sempre aparece quando obras sobre crimes reais fazem sucesso: os criminosos retratados recebem algum tipo de pagamento?

LEIA TAMBÉM

A produção narra histórias de detentos “famosos” do presídio de Tremembé, no interior de São Paulo, como Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga, Daniel e Cristian Cravinhos e Alexandre Nardoni.

A série é inspirada nos livros-reportagem de Ulisses Campbell - Suzane: Assassina e Manipuladora (2020) e Elize Matsunaga: A Mulher que Esquartejou o Marido (2021) - e mistura fatos reais com elementos ficcionais.

Há cachê?

Em regra, não. Segundo o especialista em propriedade intelectual Fernando Canutto, os presos não são remunerados por obras como Tremembé, já que a série “condensa, de forma artística, uma história de domínio público, amplamente divulgada ao longo dos anos, o que permite que diferentes pessoas a relatem”.

Ele explica que produções com caráter jornalístico ou documental normalmente não pagam aos personagens reais que inspiram a trama. “São criminosos condenados e a história é de amplo conhecimento. Por norma, apenas quem assina contrato recebe remuneração”, afirma.

Quando poderia haver pagamento?

Segundo Canutto, a situação muda se houver negociação de entrevista exclusiva com algum dos presos. Nesse caso, um valor pode ser combinado, desde que a administração penitenciária autorize a concessão da entrevista. Não há impedimento legal para que o preso receba por isso.

A própria série retrata um episódio assim: Suzane Richthofen e Sandra Regina (a Sandrão) teriam aceitado participar de uma entrevista exclusiva para o programa de Gugu Liberato por cerca de R$ 120 mil, sendo R$ 100 mil para Suzane, R$ 20 mil para Sandrão, além de três máquinas de costura.

O que diz a legislação?

A legislação brasileira não proíbe a produção de séries documentais ou jornalísticas sobre crimes e também não prevê pagamento aos retratados, desde que as histórias sejam públicas e baseadas em fatos amplamente conhecidos.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

'Brisadeiro': Lucas Guedez depõe e alega que Carlinhos Maia mentiu à polícia Ator de Avenida Brasil virou pai solo após morte precoce da esposa atriz Aline Campos toma atitude após Ana Paula retirar pedido de desculpas João Vicente revela suposta obsessão de ator famoso por Chay Suede