Patroa que torturou empregada grávida já foi condenada por falsa acusação de roubo

Publicado em 06/05/2026, às 14h10
Imagem Patroa que torturou empregada grávida já foi condenada por falsa acusação de roubo

Por Terra

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por agredir uma empregada doméstica grávida, já foi condenada por calúnia em um caso anterior, onde acusou uma ex-babá de roubo. A nova acusação envolve agressões físicas e tortura, com a vítima relatando espancamentos e ameaças.

O incidente mais recente ocorreu em abril de 2024, quando a empregada, de 19 anos, foi agredida após ser acusada de roubar joias. Carolina, que já enfrenta mais de dez processos, não foi presa até o momento e a investigação está em andamento na Polícia Civil do Maranhão.

A defesa de Carolina afirma que ela está colaborando com as investigações e apresentará sua versão em breve. Enquanto isso, áudios que documentam as agressões foram anexados ao inquérito, e a empresária já havia sido condenada anteriormente a prestar serviços comunitários e pagar indenização por danos morais.

Resumo gerado por IA

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, que é investigada pela Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) por suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica de 19 anos grávida de cinco meses, já foi condenada pela Justiça em outro caso, por falsa acusação de roubo contra uma ex-babá.

O caso aconteceu em 2024, e Carolina foi condenada em outubro de 2025 pelo crime de calúnia. Ela acusou a ex-funcionária de roubar a pulseira de ouro de seu filho. A sentença foi de prisão em regime aberto, mas a pena foi substituída por serviço comunitário e pagamento de indenização. Isso porque ela era ré primária, e a condenação seria inferior a um ano.

A defesa de Carolina foi procurada pelo Terra, que aguarda retorno. Sobre o caso mais recente, ela informou que colabora com as investigações e que apresentará sua versão em momento oportuno.

Em entrevista à TV Mirante, afiliada à Rede Globo, a ex-babá informou que denunciou a patroa em 2025. Ela contou que trabalhava na casa da mulher quando tinha 17 anos, e atualmente não vive mais no Maranhão.

Segundo o processo, ao qual o Terra teve acesso, o caso começou em janeiro de 2024, após uma pulseira de ouro do filho de Carolina desaparecer em um passeio em um parque aquático.

Mesmo assim, a babá foi cobrada para ressarcir o valor do objeto. A vítima disse que resolveu deixar o emprego após se recusar a pagar pela pulseira, e afirmou que a acusação foi uma forma de retaliação pela saída.

A patroa checou filmagens de câmeras de segurança no mesmo momento em que viu a babá saindo com as malas, e disse que iria para a delegacia, acusando a mulher de roubo. A babá negou e disse que ela poderia denunciar, já que havia câmeras que nunca eram desligadas por toda a casa.

Segundo a vítima, o pagamento pelo serviço era sempre feito por contas de terceiros, e nunca pela patroa. Após sair da casa, ela recebeu um áudio a acusando de roubo, que serviu como prova do crime de calúnia.

A decisão do juiz Samir Araújo Mohana Pinheiro condena Carolina a seis meses de detenção em regime aberto. A pena, no entanto, foi substituída por prestação de serviços comunitários. A Justiça também fixou indenização de R$ 4 mil por danos morais. Não há informações sobre se o valor já foi pago à ex-babá.

Agressões contra empregada doméstica grávida

Carolina Sthela é acusada de agredir e torturar uma empregada doméstica de 19 anos grávida de cinco meses. A jovem relatou ter sido espancada pela empresária, e acusada de roubar joias.

O caso aconteceu em 17 de abril, na casa onde a vítima trabalhava em Paço do Lumiar, Maranhão. Segundo a jovem, ela foi puxada pelos cabelos, derrubada no chão e agredida com socos e murros.

Áudios enviados pela empresária registram relatos de agressões e foram anexados ao inquérito da Polícia Civil. A empresária disse em um dos áudios que só não foi levada para a delegacia porque o policial que atendeu a ocorrência era seu amigo. O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy. Carolina Sthela não foi presa nem indiciada até o momento. Segundo a Polícia Civil, ela é alvo de mais de dez processos.

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