Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por agredir uma empregada doméstica grávida, já foi condenada por calúnia em um caso anterior, onde acusou uma ex-babá de roubo. A nova acusação envolve agressões físicas e tortura, com a vítima relatando espancamentos e ameaças.
O incidente mais recente ocorreu em abril de 2024, quando a empregada, de 19 anos, foi agredida após ser acusada de roubar joias. Carolina, que já enfrenta mais de dez processos, não foi presa até o momento e a investigação está em andamento na Polícia Civil do Maranhão.
A defesa de Carolina afirma que ela está colaborando com as investigações e apresentará sua versão em breve. Enquanto isso, áudios que documentam as agressões foram anexados ao inquérito, e a empresária já havia sido condenada anteriormente a prestar serviços comunitários e pagar indenização por danos morais.
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, que é investigada pela Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) por suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica de 19 anos grávida de cinco meses, já foi condenada pela Justiça em outro caso, por falsa acusação de roubo contra uma ex-babá.
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O caso aconteceu em 2024, e Carolina foi condenada em outubro de 2025 pelo crime de calúnia. Ela acusou a ex-funcionária de roubar a pulseira de ouro de seu filho. A sentença foi de prisão em regime aberto, mas a pena foi substituída por serviço comunitário e pagamento de indenização. Isso porque ela era ré primária, e a condenação seria inferior a um ano.
A defesa de Carolina foi procurada pelo Terra, que aguarda retorno. Sobre o caso mais recente, ela informou que colabora com as investigações e que apresentará sua versão em momento oportuno.
Em entrevista à TV Mirante, afiliada à Rede Globo, a ex-babá informou que denunciou a patroa em 2025. Ela contou que trabalhava na casa da mulher quando tinha 17 anos, e atualmente não vive mais no Maranhão.
Segundo o processo, ao qual o Terra teve acesso, o caso começou em janeiro de 2024, após uma pulseira de ouro do filho de Carolina desaparecer em um passeio em um parque aquático.
Mesmo assim, a babá foi cobrada para ressarcir o valor do objeto. A vítima disse que resolveu deixar o emprego após se recusar a pagar pela pulseira, e afirmou que a acusação foi uma forma de retaliação pela saída.
A patroa checou filmagens de câmeras de segurança no mesmo momento em que viu a babá saindo com as malas, e disse que iria para a delegacia, acusando a mulher de roubo. A babá negou e disse que ela poderia denunciar, já que havia câmeras que nunca eram desligadas por toda a casa.
Segundo a vítima, o pagamento pelo serviço era sempre feito por contas de terceiros, e nunca pela patroa. Após sair da casa, ela recebeu um áudio a acusando de roubo, que serviu como prova do crime de calúnia.
A decisão do juiz Samir Araújo Mohana Pinheiro condena Carolina a seis meses de detenção em regime aberto. A pena, no entanto, foi substituída por prestação de serviços comunitários. A Justiça também fixou indenização de R$ 4 mil por danos morais. Não há informações sobre se o valor já foi pago à ex-babá.
Agressões contra empregada doméstica grávida
Carolina Sthela é acusada de agredir e torturar uma empregada doméstica de 19 anos grávida de cinco meses. A jovem relatou ter sido espancada pela empresária, e acusada de roubar joias.
O caso aconteceu em 17 de abril, na casa onde a vítima trabalhava em Paço do Lumiar, Maranhão. Segundo a jovem, ela foi puxada pelos cabelos, derrubada no chão e agredida com socos e murros.
Áudios enviados pela empresária registram relatos de agressões e foram anexados ao inquérito da Polícia Civil. A empresária disse em um dos áudios que só não foi levada para a delegacia porque o policial que atendeu a ocorrência era seu amigo. O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy. Carolina Sthela não foi presa nem indiciada até o momento. Segundo a Polícia Civil, ela é alvo de mais de dez processos.
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