Redação
A repentina decisão de Arthur Lira (PP/AL) de não acompanhar a delegação comandada pelo presidente Lula na viagem à China, na próxima semana, ainda não teve uma explicação por parte do presidente da Câmara dos Deputados.
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Qualquer que seja o argumento a ser utilizado por ele, o fato é que sua ausência no grupo de ministros, parlamentares e empresários brasileiros que participarão da missão frustra aqueles que torcem por uma conciliação, pelo menos aparente, entre Lira e o senador Renan Calheiros (MDB/AL).
A viagem à China seria uma boa oportunidade de aproximação.
O fato é que a rivalidade entre ambos, criada na política alagoana, agora alcança dimensão mais ampla, pela expressiva participação do deputado e do senador no contexto político nacional.
Os desencontros entre Arthur Lira e Renan Calheiros se acentuaram na campanha eleitoral de 2022 em Alagoas, quando eles assumiram a defesa de candidaturas distintas ao governo estadual – Renan, atuando em favor do reeleito governador Paulo Dantas (MDB); Lira, liderando o grupo de apoio ao senador Rodrigo Cunha (União Brasil).
É costume se dizer que “dois não brigam quando um não quer”. Nesse confronto dos dois políticos alagoanos, nenhum deles parece disposto à pacificação, o que dificulta as tentativas de entendimento entre eles.
Até quando, somente as próximas eleições poderão dizer.
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