Vaquinha arrecada dinheiro para tratamento de garoto torturado

Publicado em 12/06/2017, às 16h15

Redação

Uma vaquinha online para apagar a tatuagem “Eu sou ladrão e vacilão” da testa de um menor de idade alcançou seu objetivo, segundo os organizadores.

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A campanha foi montada pelo coletivo Afroguerrilha, após um vídeo mostrando a tortura do adolescente ter se espalhado pelas redes sociais.

“Além da remoção, o valor será destinado a parte dos custos com o processo judicial, ao seu tratamento psicológico e o restante será destinado diretamente a avó do garoto, que é a responsável por ele e vive uma situação de pobreza muito forte, inclusive tem a água e luz de casa cortados”, informou o coletivo em sua página do Facebook.

Nos comentários da postagem, uma clínica de tatuagem se ofereceu para fazer o serviço gratuitamente, e o coletivo informou já ter recebido uma oferta. Eles afirmaram que o dinheiro será utilizado nos tratamentos psicológicos.

Responsáveis foram detidos

Os responsáveis por tatuar ‘Eu sou ladrão e vacilão’ na testa de um menor de idade, Ronildo Moreira de Araujo e Maycon Wesley Carvalho dos Reis, foram detidos na madrugada deste sábado (10), em São Bernardo do Campo.

O tatuador, Maycon Wesley, e seu amigo, que filmou o momento, foram presos por tortura pela Polícia Civil da cidade, que confirmou a informação.

O jovem, acusado pela dupla de roubar uma bicicleta de um homem sem perna, teve sua testa tatuada na manhã da sexta-feira (9) e o momento foi registrado e postado nas redes sociais.

O menino estava desaparecido e, quando o caso viralizou, a família o reconheceu e levou as gravações até a polícia.

As autoridades foram ao local do crime e a dupla assumiu que teria feito a tatuagem como forma de ‘punição’. O jovem não foi encontrado, mas Maycon e Ronildo afirmam tê-lo libertado.

No primeiro vídeo Maycon Wesley obriga o menino a “pedir” uma tatuagem com a palavra “ladrão”. O comparsa, que filmava o momento, grita que ‘vai doer’.

No outro registro, a dupla faz o menino contar que tentou roubar a bicicleta de um “homem que trabalha no farol” e que não tem perna. Aos risos, os homens fazem o menino mostrar sua tatuagem e perguntam se ele gostou.

Os dois estão presos no 3º Distrito Policial de São Bernardo.

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