Gabriel Amorim
Ana Beatriz dos Santos foi indiciada por homicídio qualificado pela morte do namorado, Luiz Gustavo Nascimento Lins, de 29 anos, em um incêndio em uma kitnet no bairro do Farol, em Maceió. Segundo a investigação, o fogo foi provocado de forma intencional e a motivação estaria relacionada a ciúmes e conflitos de convivência.
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O incêndio aconteceu no dia 1º de abril deste ano, na Avenida Moreira e Silva. Luiz Gustavo era entregador e um dos fundadores da torcida organizada Movimento Resistência Azul (MRA), do CSA. Ele sofreu queimaduras em cerca de 90% do corpo e chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu.
Na época, ainda internada, Ana Beatriz negou que o incêndio tivesse sido criminoso e afirmou que o namorado havia salvado a vida dela. A mulher sofreu queimaduras de segundo grau no braço direito, no pé esquerdo e nas duas pernas.
O que levou a mulher a ser indiciada
Segundo a Polícia Civil, a investigação traçou elementos que apontam que o incêndio tenha sido provocado de forma intencional. Um dos pontos foi a presença de combustível armazenado no imóvel.
A polícia também identificou mudanças na versão apresentada por Ana Beatriz. Durante o atendimento médico após o incêndio, ela teria relatado uma explosão por vazamento de gás. No entanto, segundo a investigação, o botijão, as mangueiras e os componentes do fogão foram encontrados intactos e sem sinais de ação térmica que indicassem explosão acidental.
Já meses depois, no exame no Instituto Médico Legal (IML), Ana Beatriz apresentou outra versão. Ela reveleu que o namorado armazenava gasolina dentro de casa e que teria acontecido a explosão do combustível.
Também foram considerados os resultados dos exames do IML. Luiz Gustavo apresentava queimaduras profundas em cerca de 90% do corpo, enquanto Ana Beatriz tinha lesões em áreas mais restritas.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Ana Beatriz. O espaço segue aberto.
O inquérito foi concluído e encaminhado à Vara do Tribunal do Júri de Maceió. Agora, o Ministério Público de Alagoas (MPAL) irá analisar o caso e decidir se irá oferecer denúncia contra a investigada.
Luiz Gustavo era fundador de organizada do CSA
Luiz Gustavo era um dos fundadores da torcida organizada Movimento Resistência Azul (MRA), ligada ao CSA.
Após a morte, a organizada publicou uma nota nas redes sociais. No comunicado, o grupo prestou solidariedade aos familiares e amigos de Luiz Gustavo, conhecido como “Mãozinha”.
Hoje nos despedimos de um dos fundadores da nossa torcida, além de um dos pilares do que é ser Resistência Azul, perdemos um grande amigo. Descanse em paz Gustavo, você agora está ao lado do seu pai, aí de cima acompanha nosso azulão, por aqui vamos honrar a memória de vocês, e vamos continuar por vocês. Para sempre seremos Resistência Azul! Desejamos forças a toda família nesse momento difícil.
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