5 dicas para proteger a saúde física e mental dos idosos durante o inverno

Confira atitudes simples que ajudam a cuidar do organismo e a manter o bem-estar durante os dias mais frios do ano

Publicado em 06/07/2026, às 15h00
O inverno traz riscos silenciosos que vão além das doenças respiratórias e exige atenção especial à saúde (Imagem: Studio Romantic | Shutterstock)
O inverno traz riscos silenciosos que vão além das doenças respiratórias e exige atenção especial à saúde (Imagem: Studio Romantic | Shutterstock)

Por Redação EdiCase

Quando o inverno chega, a preocupação imediata das famílias com a saúde da população idosa costuma se voltar para as doenças respiratórias, como gripes e pneumonias. No entanto, a estação esconde perigos muito mais silenciosos e graves.

De acordo com o Dr. Milton Santos, geriatra e professor da Afya Porto Alegre, o frio intenso gera um impacto crítico em frentes que vão muito além do trato respiratório: o aumento de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs), o agravamento de dores crônicas e o isolamento social.

“O frio rigoroso provoca uma redução no calibre dos vasos sanguíneos, fazendo com que menos sangue circule pelo corpo, especialmente nas extremidades e nas articulações. Isso aumenta a sensibilidade e a dor, gerando uma dificuldade real de mobilidade”, adverte o médico.

Para ajudar a proteger a saúde dos idosos nesta época do ano, o especialista lista 5 dicas práticas de prevenção que as famílias devem adotar na rotina. Confira!

1. Reinvente a hidratação diária

No inverno, a sensação de sede — que já é naturalmente reduzida na terceira idade — diminui drasticamente. Essa desidratação silenciosa reduz o volume de sangue circulante e sobrecarrega o coração, aumentando o risco de eventos graves, principalmente para quem utiliza remédios diuréticos.

Se a água pura perder o atrativo nos dias frios, reforce o consumo de líquidos de forma mais convidativa. Invista em chás, águas saborizadas, caldos quentes e sopas, que cumprem a função dupla de hidratar, nutrir e aquecer o corpo.

2. Atenção redobrada ao coração e à pressão arterial

O mecanismo de vasoconstrição (estreitamento dos vasos) sobrecarrega o sistema cardiovascular para tentar manter os órgãos vitais aquecidos. Por causa disso, as frequências de infartos e derrames (AVCs) disparam nos meses de inverno.

Garanta que o idoso use bastante agasalho para evitar o choque térmico. Manter o monitoramento cardiovascular em dia e o acompanhamento médico adequado é indispensável para atravessar o frio com o coração protegido.

3. Mantenha o movimento constante

O ditado popular de que “o frio dói nos ossos” é real. O frio contrai os músculos e tecidos das articulações, além de diminuir a circulação de sangue nas extremidades, gerando uma dificuldade real de mobilidade e intensificando dores crônicas.

O inverno tende a deixar as pessoas mais imóveis, mas é fundamental incentivar pequenos movimentos. Evitar que o idoso fique completamente parado ajuda a lubrificar as articulações e reduz a rigidez causada pelo frio.

Homem idoso de barba branca, envolvido em um cobertor cinza, segura uma caneca estampada com as duas mãos próximas ao peito. Ele está sentado próximo a um radiador de aquecimento e olha pensativo em direção a uma janela com persianas, com uma expressão de quem sente frio ou busca se aquecer.
Mesmo com o frio, é fundamental manter a ventilação dos ambientes e reforçar os cuidados de higiene para prevenir infecções (Imagem: Jelena Stanojkovic | Shutterstock)

4. Proteja o ambiente, mas mantenha o ar circulando

Para fugir do frio rigoroso, o hábito comum é fechar todas as portas e janelas da casa. No entanto, abafar completamente os espaços facilita a proliferação de vírus. É importante aquecer os ambientes domésticos, mas evite mantê-los totalmente trancados e sem circulação de ar. Garantir uma ventilação mínima é essencial para prevenir gripes e pneumonias. Além disso, complemente o cuidado reforçando a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel.

5. Previna o isolamento social e acolha as emoções

Nos meses frios, os dias são mais curtos, há menos luz solar e o desânimo ou o desconforto articular fazem com que o idoso recuse convites e se afaste do convívio familiar. Esse isolamento social não é apenas comportamental; ele acelera o declínio cognitivo e alimenta um ciclo devastador: a tristeza e a solidão pioram a percepção física da dor.

O cuidado no inverno também exige inclusão afetiva e sensibilidade. Estimule a socialização dentro de casa, faça chamadas de vídeo, converse e traga o idoso para as atividades da rotina. O acolhimento contra a solidão é um remédio poderoso para a saúde mental e física nesta época.

Por Grazieli Binkowski

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