Apesar da sua importância, a ingestão insuficiente desse nutriente é comum e pode se manifestar por meio de diferentes sinais no organismo
Presentes em alimentos como frutas, verduras, legumes, sementes e cereais integrais, as fibras alimentares são essenciais para a saúde intestinal e para o bom funcionamento do organismo. Elas auxiliam na digestão, contribuem para o controle da glicemia e promovem maior sensação de saciedade. No entanto, apesar da sua importância, a ingestão insuficiente desse nutriente é comum e pode se manifestar por meio de diferentes sinais no organismo.
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Segundo a especialista em gastroenterologia Jéssica Maria Felipe da Silva, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, uma alimentação rica em produtos ultraprocessados e pobre em alimentos naturais pode favorecer a deficiência de fibras. “Muitas pessoas não percebem que estão consumindo menos fibras do que o recomendado. O organismo costuma dar alguns sinais de que algo não está funcionando adequadamente”, explica.
Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo mínimo de 25 g de fibras por dia, o brasileiro médio consome apenas cerca de 10 a 15 g do nutriente diariamente. A seguir, confira alguns sinais que podem indicar a baixa ingestão de fibras!
A dificuldade para evacuar é um dos sintomas mais conhecidos da baixa ingestão de fibras. Isso ocorre porque elas ajudam a aumentar o volume das fezes e favorecem o trânsito intestinal.
As fibras contribuem para prolongar a sensação de saciedade. Quando estão em quantidade insuficiente na alimentação, é comum sentir fome pouco tempo após as refeições.
Embora o excesso de fibras possa causar desconforto em algumas situações, a falta delas também pode favorecer alterações na microbiota intestinal e contribuir para o surgimento de gases e distensão abdominal.

As fibras ajudam a retardar a absorção da glicose, contribuindo para evitar picos de açúcar no sangue após as refeições.
Uma dieta pobre em fibras pode prejudicar o controle dos níveis de colesterol, aumentando o risco de doenças cardiovasculares.
Alimentos ricos em fibras promovem maior saciedade e ajudam a reduzir o consumo excessivo de calorias. A deficiência desse nutriente pode dificultar o controle do peso corporal.
Uma alimentação desequilibrada e pobre em fibras pode impactar a saúde intestinal e, consequentemente, influenciar a disposição e o bem-estar geral.
De acordo com Jéssica Maria Felipe da Silva, o aumento do consumo de fibras deve ser feito de forma gradual e sempre acompanhado de uma boa ingestão de água. “Frutas, legumes, verduras, aveia, feijões, chia e linhaça são exemplos de alimentos que podem ser incorporados à rotina alimentar. Pequenas mudanças já fazem diferença para a saúde”, orienta.
A nutricionista ressalta que, em caso de sintomas persistentes ou alterações importantes no funcionamento intestinal, é importante procurar orientação profissional para uma avaliação individualizada.
Por Priscila Dezidério
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