Acusado pela morte de blogueiro político é absolvido pelo júri em Alagoas

Publicado em 06/10/2026, às 07h16 - Atualizado às 07h30
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Por Joyce Maia*

Carlos Henrique Ferreira Santos foi absolvido pelo Tribunal do Júri da acusação de ser o executor do assassinato do blogueiro Adriano de Farias, ocorrido em junho de 2024, em Junqueiro, Alagoas, com o Ministério Público anunciando intenção de recorrer da decisão.

O crime, que teria motivações políticas e pessoais, foi marcado por evidências apresentadas pela promotoria, incluindo a busca de uma arma um dia antes do homicídio e mensagens que sugerem uma estrutura criminosa por trás da execução.

A defesa argumentou que Carlos tinha um álibi, apresentando provas de que estava em um restaurante no momento do crime, enquanto a investigação sobre os mandantes do assassinato continua sob a condução da Polícia Civil.

Resumo gerado por IA

Carlos Henrique Ferreira Santos, acusado de ser o executor da morte do blogueiro político Adriano de Farias Firmino Silva, de 33 anos, foi absolvido pelo Tribunal do Júri no fim da noite de segunda-feira (5).

Preso preventivamente desde agosto de 2024, Carlos foi absolvido após o Conselho de Sentença acolher a tese apresentada pela defesa, que negou a autoria do crime. Segundo a TV Pajuçara/RECORD, o Ministério Público de Alagoas (MPAL) deve recorrer da decisão.

Adriano Farias foi morto a tiros dentro do próprio carro na tarde de 18 de junho de 2024, em Junqueiro, no interior de Alagoas. Segundo o MPAL, o crime teria sido motivado por questões políticas e pessoais.

Durante o julgamento, a promotora Adilza Freitas defendeu a condenação de Carlos e afirmou que o crime teria motivação política. Segundo ela, há uma investigação em andamento para identificar possíveis mandantes.

A promotora também apresentou aos jurados elementos que, segundo a acusação, ligariam o réu ao homicídio. Entre eles, estava a informação de que ele teria buscado uma pistola calibre 9 mm na casa da ex-companheira um dia antes do crime. Adilza afirmou que a arma utilizada na execução seria do mesmo calibre.

A acusação também citou conversas que constam nos autos, incluindo uma mensagem com a frase “pistoleiro não entrega não”, apresentada pela promotora como indício de que haveria uma estrutura por trás da execução.

A defesa, por outro lado, sustentou que Carlos não estava no local do crime e apresentou uma tese de álibi. Os advogados levaram aos autos depoimentos e comprovantes de pagamentos que, segundo eles, indicariam que o acusado estava em um restaurante, em Limoeiro de Anadia, no horário do homicídio.

Durante o interrogatório, Carlos Henrique negou participação no assassinato e respondeu apenas aos questionamentos feitos pela própria defesa. 

Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença decidiu pela absolvição do réu.

A investigação sobre os possíveis mandantes e outros envolvidos no assassinato continua em um inquérito separado, conduzido pela Polícia Civil.

*Estagiária sob supervisão

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