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Adélio Bispo mantém seu silêncio sobre o atentado a Jair Bolsonaro

Em 22 de Agosto de 2026 às 14:00

Na campanha eleitoral presidencial de 2018, em Juiz de Fora, interior de Minas Gerais, o então candidato Jair Bolsonaro foi alvo de tentativa de assassinato quando caminhava em meio a uma multidão de apoiadores.

O autor do crime foi Adélio Bispo, preso em flagrante, portando quatro celulares e considerável quantia em dinheiro e a faca que usou para tentar matar o presidenciável.

Logo desembarcaram num jatinho três advogados para promoverem sua defesa e até hoje a tentativa de homicídio permanece em mistério e o criminoso, a quem se atribui problemas mentais, continua em silêncio.

Adélio agiu sozinho? Fez parte por um complô? Foi pago para matar Bolsonaro? Quem assinou o ponto por ele, como servidor da Câmara dos Deputados, no mesmo dia do ocorrido? Quem pagou seus advogados, reconhecidamente caros?

A questão é abordada pelo portal "O Antagonista":

"Adélio Bispo de Oliveira, o homem que esfaqueou Jair Bolsonaro (PL) em 2018, recusou-se a responder a perguntas durante uma nova avaliação de seu estado de saúde mental, diz o Metrópoles. Uma equipe esteve na Penitenciária Federal de Campo Grande em 11 de junho.

Segundo relatos, Adélio aceitou receber os profissionais, mas permaneceu em silêncio durante a avaliação e apresentou agitação. 

Mesmo sem responder aos questionamentos, os integrantes da equipe fizeram registros sobre seu quadro.

Uma psicóloga registrou psicose afetiva. Um enfermeiro e outra psicóloga classificaram o quadro como esquizofrenia e outras psicoses orgânicas. 

Uma assistente social também apontou esquizofrenia e relatou um comportamento que, segundo ela, não aparecia em avaliações anteriores.

Adélio possui diagnóstico de esquizofrenia paranoide e, segundo avaliação realizada neste ano, apresenta grave comprometimento do contato com a realidade. 

A atualização da avaliação biopsicossocial serve para definir necessidades de tratamento e atualizar seu plano individual de acompanhamento.

Adélio foi considerado inimputável pela Justiça pelo ataque contra Bolsonaro e cumpre medida de segurança, em vez de pena de prisão. Não há atualmente previsão de que ele seja colocado em liberdade.

Em 2024, a Polícia Federal encerrou o inquérito sobre o atentado e reiterou que Adélio agiu sozinho. 

O ataque ocorreu em 6 de setembro de 2018, durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), quando Bolsonaro foi atingido por uma facada.”

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