Alagoas é o 2º estado que mais evoluiu em Solidez Fiscal no Brasil, aponta CLP

Publicado em 26/05/2026, às 13h29
Imagem Alagoas é o 2º estado que mais evoluiu em Solidez Fiscal no Brasil, aponta CLP

Por Redação

Alagoas alcançou a 2ª posição entre os estados brasileiros em Solidez Fiscal, segundo o Centro de Liderança Pública, destacando-se apenas atrás de Goiás na evolução fiscal entre 2023 e 2025.

O estudo avalia a gestão pública em diversas áreas, e Alagoas se destacou especialmente na taxa de investimento e na regra de ouro, refletindo um avanço significativo em sua saúde financeira.

A Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas tem implementado ações estratégicas para melhorar a arrecadação e o controle das contas públicas, o que fortalece a credibilidade do estado e amplia sua capacidade de atrair investimentos.

Resumo gerado por IA

Alagoas conquistou a 2ª posição entre os estados brasileiros que mais evoluíram no pilar de Solidez Fiscal nos últimos três anos, de acordo com estudo do Centro de Liderança Pública (CLP).

O recorte considera a evolução das unidades federativas em relação ao próprio desempenho entre 2023 e 2025, indicando os estados que registraram maior evolução fiscal. Na análise divulgada pelo CLP, Alagoas aparece atrás apenas de Goiás entre os estados com melhor desempenho evolutivo em Solidez Fiscal.

A pesquisa integra o Ranking de Competitividade dos Estados e avalia a trajetória a partir de métricas relacionadas à gestão pública. Os rankings são ferramentas desenvolvidas pelo CLP com o objetivo de mensurar a capacidade dos entes federativos em promover bem-estar à população. Elaborados com base em dados oficiais, os estudos analisam áreas como educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, inovação, sustentabilidade ambiental e solidez fiscal.

A Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz) tem exercido papel estratégico nos resultados relacionados à solidez fiscal, atuando diretamente na arrecadação, no controle das contas públicas, no equilíbrio financeiro e na gestão orçamentária. O desempenho de Alagoas na classificação reflete ações voltadas à aplicação responsável dos recursos públicos, ao fortalecimento das receitas estaduais e ao acompanhamento das despesas, contribuindo para a manutenção da saúde financeira do Estado.

Renata dos Santos, secretária de Estado da Fazenda de Alagoas, ressaltou que o avanço de Alagoas em Solidez Fiscal também potencializa a credibilidade institucional do Estado perante investidores, órgãos de controle e instituições financeiras. Para ela, a melhoria dos indicadores amplia a capacidade do governo de planejar políticas públicas de longo prazo e garante maior segurança para a execução de projetos estratégicos.

“Quando o Estado apresenta evolução consistente em indicadores fiscais, isso gera mais confiança na gestão pública e amplia as possibilidades de captação de investimentos e de execução de políticas estruturantes. A solidez fiscal não representa apenas equilíbrio das contas, mas também a criação de condições para que o governo mantenha serviços públicos, realize investimentos e tenha maior capacidade de resposta diante de desafios econômicos”, destacou.

Pontos de destaques na evolução

Entre os destaques está a taxa de investimento, que alcançou 14,93% em 2025, garantindo avanço de quatro posições no cenário nacional. O índice mede a relação entre os investimentos liquidados e a receita corrente líquida.

Outro destaque foi o indicador da regra de ouro, no qual Alagoas registrou índice de 17,21% em 2025, avançando 14 posições no ranking nacional e alcançando o 1º lugar no Nordeste. O desempenho está associado à responsabilidade fiscal e à sustentabilidade dos investimentos públicos.

No resultado primário, o Estado apresentou melhora relativa, avançando oito posições no cenário nacional. Já na poupança corrente, Alagoas subiu 15 colocações e conquistou a 2ª posição regional, refletindo maior capacidade de investimento com recursos próprios.

O indicador de gasto com pessoal também apresentou evolução, com avanço de sete posições nacionalmente e a 2ª colocação entre os estados nordestinos, mantendo-se abaixo do limite constitucional.

“Esse resultado demonstra o avanço na gestão fiscal e a responsabilidade com o equilíbrio das contas públicas, além da capacidade de investimento. A Sefaz tem atuado de forma estratégica para potencializar a arrecadação, acompanhar as despesas e garantir sustentabilidade financeira ao Estado”, afirmou Marcos Freitas, secretário especial do Tesouro Estadual em exercício.

A análise também destaca indicadores que seguem sendo monitorados pela gestão estadual para o fortalecimento do equilíbrio das contas públicas.

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