Economia

Alagoas fecha segundo trimestre com 18,8% de taxa de desocupação 

Ascom IBGE-AL | 31/08/21 - 18h26

A taxa média de desocupação em Alagoas foi estimada em 18.8% no segundo trimestre de 2021, isto é, quase um a cada cinco alagoanos com idade para trabalhar (14 anos ou mais) estava sem emprego nos meses de abril, maio e junho. Na comparação com as demais unidades  da federação, Alagoas apresentou a quarta maior taxa de desocupação, atrás de Pernambuco (21,6%), Bahia (19,7%) e Sergipe (19,1%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e foram divulgados nesta terça-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em números absolutos, o desemprego atingia 246 mil pessoas em Alagoas no 2º trimestre de 2021. O resultado não apresentou variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre imediatamente anterior de 2021 (janeiro, fevereiro e março), quando a desocupação atingia 254 mil pessoas. Já na comparação com o segundo trimestre de 2020, houve um aumento no desemprego de aproximadamente 25%. 

Já o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 1.652 no segundo trimestre, não mostrando variação significativa em relação ao segundo trimestre de 2020 ou primeiro trimestre de 2021. Estimada  em 1,060 milhão de pessoas no segundo trimestre de 2021, a população ocupada teve aumento de 155 mil (17,2%) em relação ao mesmo período do ano anterior. Com relação ao primeiro trimestre deste ano, houve crescimento de 42 mil pessoas, ou seja, variação de 4,1%.

Cresce número de empregados com e sem carteira assinada - Na análise da ocupação do setor privado, a PNADC estimou que o número de trabalhadores com carteira assinada no período de abril a junho de 2021 aumentou em 30 mil pessoas (12,6%) em relação ao mesmo intervalo de tempo do ano anterior. Entretanto, em relação aos três primeiros meses deste ano, a variação foi de -1,4%, configurando estabilidade.

O movimento de crescimento também foi observado entre os empregados sem carteira de trabalho assinada. Estimado em 154 mil pessoas, esse grupo aumentou em 27 mil pessoas (21,8%) em relação ao mesmo período do ano anterior, sem apresentar, contudo, variação estatisticamente
 significativa na comparação ao primeiro trimestre de 2021.

No Brasil, desemprego recua para 14,1% no 2º tri, mas ainda atinge 14,4 milhões de pessoas - No Brasil, a taxa de desocupação recuou para 14,1% no segundo trimestre deste ano, uma redução de 0,6 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre. Apesar da diminuição na taxa, o país ainda soma 14,4 milhões de pessoas na fila em busca de um trabalho.

Esse recuo na taxa foi influenciado pelo aumento no número de pessoas ocupadas (87,8 milhões), que avançou 2,5%, com mais 2,1 milhões no período. Com isso, o nível de ocupação subiu 1,2 ponto percentual para 49,6%, o que indica, contudo, que menos da metade da
 população em idade para trabalhar está ocupada no país.

“O crescimento da ocupação ocorreu em várias formas de trabalho. Até então vínhamos observando aumentos no trabalho por conta própria e no emprego sem carteira assinada, mas pouca movimentação do emprego com carteira. No segundo trimestre, porém, houve um movimento
 positivo, com crescimento de 618 mil pessoas a mais no contingente de empregados com carteira”, explica a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, analisando o panorama nacional.

O número de empregados com carteira assinada no setor privado avançou 2,1%, totalizando 30,2 milhões no segundo trimestre do ano, frente ao anterior. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o contingente ficou estável, mas interrompeu quatro trimestres sucessivos de quedas. A ocupação também avançou no segundo trimestre com o aumento de 3,4% no número empregados no setor privado sem carteira (10,0 milhões) na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, esse contingente subiu 16,0% ou 1,4
 milhão de pessoas.