Alagoas

Alagoas tem a segunda maior taxa de desemprego do Brasil na pandemia 

TNH1 com Folhapress | 10/03/21 - 11h49 - Atualizado em 10/03/21 - 12h03
Foto: José Cruz / Agência Brasil

Alagoas contabiliza quase 137 mil casos de Covid-19, dos quais 3.118 não resistiram e morreram em decorrência de complicações causadas pela doença, segundo última atualização da Secretaria de Estado da Saúde, na tarde dessa terça-feira (09). 

Os efeitos da doença também são sentidos na economia e posicionou Alagoas como o segundo estado do Brasil com maior taxa de desemprego (18,6%), ficando atrás somente da Bahia (19,8%), de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em nota oficial, divulgada no último dia 05, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) informou que no período de março a junho de 2020, quando boa parte dos estabelecimentos alagoanos precisou fechar as suas portas temporariamente, mais de 3 mil empresas foram extintas.

De acordo com o assessor econômico da Fecomércio AL, Victor Hortencio, esse resultado está atrelado à pandemia, mas poderia ser muito pior se não se não tivesse tido uma contrapartida do governo federal, com programas de auxílio como o BEm (Programa Emergencial de Manutenção de Emprego e Renda).

Para Hortencio, com o aumento de casos de Covid-19 e o consequente endurecimento das restrições sanitárias, é necessário que a retomada do auxílio federal se dê o mais rápido possível para evitar que a taxa alcance patamares ainda maiores. "As medidas de distanciamento social precisam ter um amparo do Estado antes de serem aplicadas", observou.

Alagoas perdeu 30 mil empregos no primeiro semestre

A Fecomércio diz ainda que só no primeiro semestre, o estado perdeu quase 30 mil empregos, destes, 5.751 no segmento de Comércio e Serviços, apenas em Maceió. "A entidade volta a defender que a permanência do Comércio aberto também é importante para superarmos esse momento com o mínimo de consequências negativas possível. São muitas famílias envolvidas, muitos empregos, muitas vidas", trouxe a nota.

Conforme o IBGE, a pandemia do novo coronavírus levou a taxa de desemprego a recordes em 20 estados brasileiros em 2020. As maiores taxas foram verificadas em estados do Nordeste e as menores, no Sul. Os dados do confirmam também que mulheres e negros foram mais penalizados pela crise no mercado de trabalho. Brasileiros com menor escolaridade também tiveram taxa de desemprego superior à média nacional.

No ano, a taxa de desemprego ficou em 13,5%, a maior desde 1993, segundo levantamento da consultoria iDados. No quarto trimestre, a taxa de desemprego no país foi de 13,9%, a maior para o período de toda a série histórica do IBGE, iniciada em 2002.

Em termos absolutos, a população desocupada (que não trabalha mas busca uma vaga) em 2020 atingiu a média de 13,4 milhões de brasileiros, 840 mil a mais do que o observado em 2019 e a maior marca da série histórica da Pnad. 

As menores taxas de desemprego foram registradas em  Santa Catarina (6,1%), Rio Grande do Sul (9,1%) e Paraná (9,4%).