A Anvisa alerta sobre os riscos do uso do alho como substituto de antibióticos, afirmando que não há comprovação científica de sua eficácia no tratamento de infecções. Essa crença popular pode levar a consequências negativas para a saúde dos indivíduos que optam por tratamentos caseiros inadequados.
Embora o alho contenha substâncias como a alicina, que possuem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, isso não justifica seu uso como antibiótico natural. A Anvisa enfatiza que a crença se baseia em informações parciais e pode ser enganosa.
Os antibióticos, ao contrário do alho, passam por rigorosos testes e aprovações antes de serem comercializados, garantindo sua segurança e eficácia. A agência reitera a importância de seguir orientações médicas e não substituir tratamentos comprovados por remédios caseiros.
Popular na culinária brasileira, o alho é costumeiramente associado ao uso medicinal. Não é raro que o tempero seja indicado para o preparo de chás, xaropes ou medicamentos caseiros para lidar com sintomas gripais e infecções. Utilizá-lo nesse contexto, porém, pode oferecer riscos. É isso o que alerta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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Segundo o órgão, a crença de que o tempero pode ser usado como antibiótico natural é popular, mas traz perigos à saúde. “Não há comprovação científica de que ele trata infecções nem de que pode substituir a amoxicilina ou qualquer outro antibiótico”, afirma a Anvisa.
De acordo com a agência, a crença se baseia em informações parcialmente verdadeiras, já que algumas substâncias presentes no alho, principalmente a alicina, oferecem efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes, cardioprotetores e até imunomoduladores.
Antibióticos passam por testes, estudos e aprovação
A Anvisa ainda destaca que, antes de serem vendidos em farmácias e drogarias, os antibióticos precisam passar por processos rigorosos, que envolvem estudos, testes e aprovação. “Além disso, para registarem os produtos, agências reguladoras como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fazem uma série de exigências para aprovarem os medicamentos”.
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