Episódios de ingerência política têm afetado a normalidade da Copa do Mundo 2026.
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Um dos que se mostram irresignados com isso é o alagoano Miguel Gustavo de Paiva Torres, escitor, jornalista e diplomata de carreira, atualmente na inatividade, como demonstra o texto que segue abaixo:
"É justamente porque o mundo é uma bola solta no espaço que a humanidade joga futebol de modos distintos há milhares de anos.
Assim, quem for visitar Oaxaca, o estado do México com maior preservação da cultura milenar dos índios Zapotecas vai poder visitar o campo de futebol onde enfrentavam-se em seus torneios de futebol.
Já foram encontradas bolas de futebol até mesmo dos neandertais. A humanidade e o planeta terra seria muito mais avançada e feliz se as nossas guerras tribais religiosas e raciais internacionais fossem disputadas em campos de futebol com participação de todos os continentes e Ilhas do lindo planeta azul.
Sem política envolvida evidentemente.
A política corrói a pureza do coração humano. Coloca em evidência não o talento, a valentia, o amor à camisa da equipe- no caso atual dos países que se enfrentam-, mas sim os interesses, o dinheiro e a força política dos mais fortes.
O conluio entre o Presidente Donald Trump e o atual presidente da Federação Internacional de Futebol, Infantino, o careca mais famoso do mundo, para tornar a Copa do Mundo de Futebol de 2026 uma Copa para aqueles que merecem entrar nos Estados Unidos porque podem pagar os olhos da cara para torcerem por suas equipes, evitar a entrada de pessoas comuns por motivos suspeitos como o caso do árbitro da Somália e das pessoas de determinados países que não pudessem pagar uma caução de 15 mil dólares, excepcionalizado apenas para a família do fantástico e humilde goleiro Vozinha de Cabo Verde foi uma mancha indelével na história do futebol mundial moderno.
Quebrar os protocolos da FIFA para anular politicamente uma decisão de não permitir a participação de um jogador expulso no jogo anterior para um jogo que poderia eliminar a seleção dos Estados Unidos, país anfitrião, colocou em destaque a politização do que não é e nunca poderia ter sido um evento de demonstração de força política.
Pior, colocar árbitros racistas e desonestos para arbitrar de modo distinto uma jogada claríssima e idêntica penalizada para um lado e não penalizada para o outro, como aconteceu e está gravado e documentado para sempre no magnífico espetáculo futebolístico oferecido ao planeta pelas equipes do Egito e da Argentina foi um balde de água fria em todos que prezam por transparência e justiça no mundo do futebol.
Praticamente uma Copa de Colonizadores contra colonizados. Claro, com uma mão invisível da política e da força ajudando os colonizadores. Até quando?"
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