Jornalista Wilson Lima:
LEIA TAMBÉM
“A pouco mais de duas semanas do primeiro turno, o governo Lula acionou o modo desespero e intensificou uma série de anúncios e promessas com impacto direto sobre renda, preços, saúde e até apostas online. A sequência ocorre depois de pesquisas registrarem avanço de Flávio Bolsonaro (PL) e uma aproximação inédita entre os dois principais candidatos na disputa presidencial.
Entre 9 e 23 de setembro, o governo anunciou ou colocou no centro do discurso eleitoral medidas como reajuste do Bolsa Família, redução de tributos sobre combustíveis, subsídio ao diesel, ampliação do limite de faturamento do MEI, oferta de medicamentos para obesidade no SUS e uma ofensiva contra as bets.
No Datafolha divulgado em 14 de setembro, Lula aparecia com 39% das intenções de voto no primeiro turno, ante 35% de Flávio. No segundo turno, a vantagem do petista era de apenas dois pontos: 46% a 44%, dentro da margem de erro. Na rodada seguinte, divulgada em 21 de setembro, a distância no primeiro turno caiu para três pontos: 39% para Lula e 36% para Flávio. No segundo turno, os dois passaram a aparecer tecnicamente empatados, com 46% e 45%, respectivamente.
Em 9 de setembro, Lula editou medidas que reduziram tributos sobre gasolina e etanol e ampliaram a subvenção ao diesel. A desoneração representou uma redução de R$ 0,63 por litro de PIS/Cofins sobre a gasolina e de R$ 0,19 sobre o etanol. Para o diesel, foi criada uma subvenção adicional de até R$ 1 por litro. O pacote também liberou R$ 6,6 bilhões para benefícios a refinarias.
Já em 17 de setembro, Lula anunciou reajuste de 15% no valor do Bolsa Família. O benefício mínimo passou de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começará a ser pago em 19 de outubro, menos de uma semana antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro. O reajuste deve representar R$ 5,8 bilhões em gastos adicionais em 2026 e R$ 22,7 bilhões por ano em 2027 e 2028.
No mesmo dia, Lula afirmou, durante visita a uma fábrica da Eurofarma em Montes Claros (MG), que medicamentos em forma de caneta para tratamento da obesidade deveriam ser oferecidos gratuitamente pelo SUS. O Bolsa Mounjaro, especificamente, ainda não foi editado.
Também em 17 de setembro, a campanha de Lula colocou entre suas promessas a ampliação do limite de faturamento anual do microempreendedor individual para 140 mil reais. A proposta, contudo, não nasceu naquele momento: o governo já havia enviado ao Congresso um projeto prevendo aumento escalonado do limite, de cerca de 81 mil reais para 110 mil reais em 2027 e 140 mil reais em 2028.
E agora o governo Lula faz uma ofensiva contra as bets.”
LEIA MAIS
+Lidas
Ative as notificações para receber os conteúdos do TNH1 em tempo real!