Ancelotti revive 'pesadelo' na seleção e manda recado aos jogadores

Publicado em 16/05/2026, às 12h11
Rafael Ribeiro / CBF
Rafael Ribeiro / CBF

Por Folhapress

O maior temor do técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, é perder mais jogadores por lesão para a Copa do Mundo. O italiano anuncia a lista de 26 convocados na próxima segunda-feira, no Rio de Janeiro, a partir das 17h (horário de Brasília).

A preocupação do treinador tem a ver com o drama que ele, então jogador, viveu em 1982. Ancelotti havia sido convocado, mas se machucou e perdeu a chance de disputar o Mundial que seria conquistado pela Itália.

Ancelotti foi convocado pela primeira vez em janeiro de 1981, aos 21, quando jogava pela Roma. Passou a ser figura constante na seleção italiana ao lado de jogadores renomados como Bruno Conti, Marco Tardelli, Gaetano Scirea, Giancarlo Antognoni e Claudio Gentile.

Essa foi a base que venceu o Brasil por 3 a 2, com três gols de Paolo Rossi, em uma das derrotas mais marcantes do futebol brasileiro.

Esse jogo marcou a arrancada italiana para o tri, conquistado com uma vitória por 3 a 1 contra a Alemanha na final.

Quatro décadas depois daquele drama pessoal, as lesões voltam a atormentar Ancelotti. Eder Militão, Estêvão e Rodrygo, todos titulares em potencial, estão fora da Copa do Mundo.

Assim que tomou conhecimento da gravidade das lesões, o treinador italiano entrou em contato com cada um para passar uma mensagem de solidariedade e de apoio pelo problema vivido.

"A lesão faz parte da carreira de um jogador. Quando você tem um período negativo, difícil, você tem de seguir em frente e pensar na próxima oportunidade. Eu falei com o Rodrygo e com o Militão. Falei para eles se recuperarem o quanto antes e começar a pensar na próxima Copa do Mundo, no próximo jogo da Seleção" (Carlo Ancelotti, ao UOL)

Ancelotti estreou pela Itália em janeiro de 1981, empate com a Holanda por 1 a 1, com direito ao primeiro e único gol dele pela Azzurra.

A atuação foi convincente. Ele disputou mais cinco jogos naquele ano antes de se lesionar e perder a Copa do Mundo de 1982.

Apesar de ter perdido a chance de fazer parte da equipe campeã mundial, ele não alimenta mágoas deste período.

Quando você sofre uma lesão, você tem um momento para aprender muitas coisas. É um momento para você se fortalecer mais mentalmente, ser mais profissional. Foi assim comigo. Eu tinha 21, 22 anos e parei por dois anos. Foi um período que aprendi muito", disse o treinador, que vestiu a camisa italiana em 26 jogos.

Livre das lesões, Carlo Ancelotti disputou três edições da Copa do Mundo. Duas delas como atleta, em 1986 e 1990, e como assistente técnico em 1994, com derrota nos pênaltis para o Brasil na final.

Mesmo sem o título, o italiano diz ter boas lembranças da principal competição do futebol mundial.

"A Copa do Mundo é um período muito importante na vida de quem trabalha com futebol e que você tem de aproveitar e desfrutar. Joguei em 1986 e 1990 e fui assistente técnico em 1994. É um momento especial para o país, mas também tem de administrar a pressão. Tem de transformar a pressão em motivação" Carlo Ancelotti.

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