Animais de estimação sofrem com tempo seco: saiba como protegê-los neste período

Baixa umidade do ar pode causar ressecamento de mucosas, dermatites e aumentar o risco de desidratação

Publicado em 17/08/2026, às 18h00
Cães e gatos também podem sofrer com a baixa umidade do ar (Imagem: Przemek Iciak | Shutterstock)
Cães e gatos também podem sofrer com a baixa umidade do ar (Imagem: Przemek Iciak | Shutterstock)

Por Redação EdiCase

A baixa umidade do ar, característica comum do inverno em diversas regiões do Brasil, exige atenção não apenas com a saúde dos humanos, mas também com a dos animais de estimação. O tempo seco pode favorecer o ressecamento da pele, das mucosas e das vias respiratórias de cães e gatos, além de aumentar o desconforto em animais mais sensíveis.

De acordo com Aline Ambrogi, docente de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), a baixa umidade compromete a proteção natural das vias respiratórias. “O ar seco resseca as mucosas do nariz, dos olhos e das vias respiratórias, diminuindo a proteção natural contra agentes infecciosos. Além disso, favorece a desidratação e pode agravar doenças respiratórias e dermatológicas já existentes”, explica.

Entre os sinais que podem aparecer nos pets, estão ressecamento do focinho, dos olhos e dos coxins, tosse e irritação das vias respiratórias. O período também pode favorecer o surgimento ou agravamento de conjuntivites,  dermatites e coceiras. Em animais predispostos, a baixa umidade pode contribuir para crises de bronquite, asma felina e colapso de traqueia. 

Alguns pets são mais vulneráveis 

Nem todos os animais respondem da mesma maneira às condições de tempo seco. Os braquicefálicos — cães e gatos de focinho curto — estão entre os que demandam maior cuidado. Buldogue francês, pug, buldogue inglês, shih tzu e persa são alguns exemplos. 

“Animais braquicefálicos já apresentam dificuldades anatômicas para respirar e, por isso, podem sofrer mais em períodos de baixa umidade. Cães com colapso de traqueia, idosos, cardiopatas e animais com doenças respiratórias crônicas também merecem atenção especial”, alerta a docente. 

Mulher passeando com gato laranja na coleira
Horários com temperaturas mais amenas e menor ressecamento do ar são os mais indicados para passear com os pets (Imagem: PERO studio | Shutterstock)

Cuidados com os animais durante o tempo seco

Manter os animais hidratados é uma das principais medidas para reduzir os impactos do tempo seco. A recomendação é deixar água fresca e limpa sempre disponível e estimular o consumo ao longo do dia. Quando houver indicação do médico-veterinário, alimentos úmidos, como sachês, também podem contribuir para aumentar a ingestão de líquidos.

Os passeios devem ser realizados preferencialmente nos horários de menor calor e menor ressecamento do ar, como no início da manhã ou no final da tarde. Dentro de casa, manter os ambientes ventilados e, quando possível, umidificador de ar pode ajudar. A orientação é manter a umidade entre 40% e 60%. Recipientes com água também podem ser utilizados para contribuir com a umidificação do ambiente. 

A limpeza frequente da casa é outro cuidado importante, já que ajuda a reduzir a concentração de poeira, que pode irritar as vias respiratórias. Também é recomendável evitar que os animais sejam expostos à fumaça de cigarro e às queimadas. 

Quando procurar um veterinário? 

Durante os períodos de baixa umidade, é importante observar mudanças no comportamento e na saúde dos pets. Tosse persistente, dificuldade para respirar, secreção ocular intensa, apatia e redução do consumo de água são sinais de alerta. 

“Se esses sinais aparecerem, é importante que o animal seja avaliado por um médico-veterinário. Especialmente nos animais que já possuem doenças respiratórias, cardíacas ou outras condições crônicas, não é recomendável esperar que os sintomas desapareçam sozinhos”, orienta Aline Ambrogi. 

Com medidas simples de hidratação, controle do ambiente e atenção aos sinais clínicos, é possível reduzir os impactos do tempo seco e proporcionar mais conforto e segurança aos animais durante o período de baixa umidade. 

Por Camila Lopes

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