Anvisa aprova primeiro remédio não hormonal contra ondas de calor na menopausa

Publicado em 23/06/2026, às 10h10
Reprodução/Freepik
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Por CNN Brasil

A Anvisa aprovou o registro do Veoza, um medicamento não hormonal para tratar sintomas vasomotores da menopausa, como ondas de calor e suores noturnos, melhorando a qualidade de vida de muitas mulheres no Brasil.

Estudos mostram que 36,2% das brasileiras entre 40 e 65 anos enfrentam esses sintomas, um índice significativamente maior que a média global de 15,6%, evidenciando a necessidade de opções de tratamento eficazes.

Desenvolvido pela Astellas Farma, o Veoza atua no hipotálamo e é especialmente benéfico para mulheres que não podem usar terapia hormonal, representando um avanço importante na saúde feminina e no bem-estar emocional das pacientes.

Resumo gerado por IA

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, nesta segunda-feira (22), o registro do medicamento Veoza (fezolinetanto) para o tratamento de sintomas vasomotores moderados a intensos associados à menopausa.

A decisão introduz no Brasil uma terapia não hormonal inédita para as conhecidas "ondas de calor" e suores noturnos, que afetam a qualidade de vida de milhares de mulheres.

Mecanismo de ação e inovação

Desenvolvido pela Astellas Farma, o fármaco atua diretamente no hipotálamo, o centro regulador de temperatura do cérebro.

De acordo com a fabricante, ele bloqueia a ligação da neurocinina B, ajudando a restaurar o equilíbrio térmico interrompido pela queda de estrogênio no climatério.

Por ser uma opção sem hormônios, o Veoza atende especialmente mulheres que possuem contraindicações à terapia de reposição hormonal clássica.

Impacto na saúde da mulher

Dados indicam que 36,2% das brasileiras entre 40 e 65 anos sofrem com sintomas vasomotores intensos, índice muito superior à média global de 15,6%.

A aprovação do medicamento envolveu mais de 3 mil pacientes e demonstrou eficácia na redução da frequência e intensidade dos fogachos, além de melhorias na qualidade do sono.

Especialistas consideram a liberação um marco para a saúde feminina, oferecendo uma alternativa segura para um período que impacta diretamente a produtividade e o bem-estar emocional das pacientes.

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