Apontado como mandante de homicídio de empresário em Coruripe foi preso com pistola e munições

Publicado em 29/07/2026, às 14h17
O empresário Rogério Carício, de 43 anos, foi encontrado morto em canavial
O empresário Rogério Carício, de 43 anos, foi encontrado morto em canavial

por Theo Chaves

Publicado em 29/07/2026, às 14h17

Um empresário foi preso em Alagoas sob suspeita de ser o mandante do sequestro e assassinato de Rogério Carício, encontrado morto em um canavial com sinais de violência. A prisão ocorreu durante uma operação policial que também resultou na apreensão de armas e equipamentos eletrônicos relacionados ao caso.

Rogério, que tinha 43 anos, foi sequestrado por indivíduos que se apresentaram como policiais, conforme registrado em vídeo por uma testemunha. Investigações preliminares indicam que ele poderia estar envolvido em atividades criminosas, como assaltos a banco e tráfico de drogas.

Além do empresário, dois policiais civis foram detidos por envolvimento no crime. O material apreendido durante as buscas será submetido a perícia, enquanto o empresário permanece preso, apesar de ter pago fiança, devido ao mandado de prisão relacionado ao assassinato.

Resumo gerado por IA

O empresário preso por suspeita de ser o mandante do sequestro e do assassinato de Rogério Homem de Andrade Barros Carício, de 43 anos, foi preso com uma arma de fogo, munições e um simulacro dentro de uma residência em Penedo, no interior de Alagoas, no último sábado (25).

A vítima, que também era empresário, foi encontrada morta em um canavial no município de Coruripe, no Litoral Sul do estado, na terça-feira, 21. O corpo dele possuía sinais de violência e estava sem os dois olhos. 

A reportagem do TNH1 apurou que durante o cumprimento do mandado de prisão contra o suspeito, que é investigado por organização criminosa, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) estiveram em um primeiro endereço ligado a ele, onde foram aprendidos dois notebooks e um aparelho celular. 

Em seguida, os policiais seguiram para outra residência ligada ao empresário. Durante as buscas, os militares apreenderam uma pistola calibre .380, um carregador e 19 munições do mesmo calibre. Segundo a investigação, a arma e as munições não possuíam registro.

Ainda durante as buscas na residência, as equipes do Bope apreenderam um HD externo e um simulacro de arma. O material apreendido deve passar por perícia.

Já na delegacia, o empresário permaneceu em silêncio e pagou fiança, mas permaneceu preso devido ao mandado de prisão expedido pela Justiça no âmbito da investigação sobre a morte de Rogério de Andrade Barros. 


EMPRESÁRIO PODE TER PARTICIPADO DO CRIME 

Além de ser apontado como mandante do assinato de Rogério Homem de Andrade Barros Carício, o empresário preso também é investigado por uma possível participação direta no sequestro de Rogério Carício.

Segundo apuração da reportagem do TNH1, a polícia busca esclarecer se ele dirigia o veículo usado na ação criminosa. Dois policiais civis também foram presos por suspeita de envolvimento no caso.

As investigações ainda apuram se a vítima foi morta por uma suposta dívida com o empresário e se o crime tem ligação com outros homicídios registrado na região nos últimos dias. 


ENTENDA O CASO

Dois policiais civis e um empresário foram presos no último sábado, 25, suspeitos de envolvimento no sequestro e na morte de Rogério Carício, de 43 anos, encontrado morto em Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas. Eles passaram por audiência de custódia e permaneceram presos. 

Um vídeo gravado por uma testemunha em frente a uma farmácia em Coruripe registrou o momento da ação dos supostos policiais. Eles usavam balaclavas, o que impossibilitou a identificação dos rostos. No momento em que foi levado, Rogério vestia camisa branca, bermuda azul, sandálias e carregava uma sacola amarela.

As imagens mostram que, após ser algemado, o homem foi colocado no banco de trás de um carro descaracterizado. Além dos dois que realizaram a abordagem, um terceiro atuou como motorista do veículo, que supostamente utilizava placa clonada.

Os primeiros levantamentos da polícia mostraram que Rogério possuía envolvimento com assaltos a banco e tráfico de drogas, mas ainda não se sabe se a ligação dele com esses crimes motivou o assassinato.

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