Saúde

Após caso de sarampo, secretarias fazem bloqueio vacinal em Arapiraca

Erik Maia | 12/08/19 - 11h33 - Atualizado em 12/08/19 - 11h33
Agência Brasil

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realizou um bloqueio vacinal, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca, durante o último final de semana, após a confirmação do primeiro caso de sarampo registrado em Alagoas após 19 anos.

De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca, o bloquei, uma imunização de pessoas através da vacina contra o sarampo, foi realizado na residência onde mora e ambiente de trabalho do paciente.

Por nota, a Sesau ressaltou que não há motivo para pânico e que, no caso das pessoas que nunca tenham tomado a vacina, se faz necessário adotar esse procedimento, bastando se dirigir ao posto de vacinação do município de origem, seguindo o esquema vacinal:

  • Crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade: uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de idade (tetra viral);

  • Crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente: duas doses da vacina tríplice;

  • Adolescentes e adultos até 49 anos;

  • Pessoas de 10 a 29 anos - duas doses das vacinas tríplice;

  • Pessoas de 30 a 49 anos - uma dose da vacina tríplice viral.

Medidas

O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems) informou que a recomendação é a manutenção do calendário de vacinação de rotina e a vacinação de pessoas que vão se deslocar para áreas contaminadas.

De acordo com postagem do jornalista Ricardo Mota, em seu blog no portal TNH1, a Sesau confirmou através da Nota Informativa SUVISA n° 43/2019, publicada no último sábado (10), a confirmação de que um homem de 27 anos, residente em Arapiraca, apresentou sintomas da doença após voltar de Salvador, no final do mês passado.

O Sarampo

De acordo com o Ministério da Saúde, entre 30/12/2018 e 08/08/2019, o Brasil registrou 907 casos confirmados da doença em 42 cidades; conforme lista (clique aqui).

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, os sintomas iniciais da doença são: febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza e congestão nasal e mal estar intenso. Após estes sintomas, há o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias. São comuns lesões muito dolorosas na boca. A doença pode ser grave, com acometimento do sistema nervoso central e pode complicar com infecções secundárias como pneumonia, podendo levar à morte. As complicações atingem mais gravemente os desnutridos, os recém-nascidos, as gestantes e as pessoas portadoras de imunodeficiências.

A Fundação alerta ainda para as formas de transmissão da doença, que ocorre diretamente, de pessoa a pessoa, geralmente por:

  • Tosse
  • Espirros
  • Fala
  • Respiração
  • Secreções respiratórias
  • Secreções da boca

Também é possível se contaminar através da dispersão de gotículas com partículas virais no ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados como escolas e clínicas. A doença é transmitida na fase em que a pessoa apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas.