Futebol Nacional

Após chamar árbitro de 'cagão', Dagoberto pega 2 jogos de gancho no STJD

Redação TNH1 com assessoria STJD | 30/08/19 - 16h56
4ª Comissão Disciplinar do STJD puniu o atacante Dagoberto com 2 jogos de suspensão | Daniela Lameira / Site STJD

A 4ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou e puniu nesta sexta-feira (30), o atleta Dagoberto, do Londrina, por reclamações desrespeitosas contra a arbitragem da partida contra o Atlético-GO, que terminou empatada em 1 a 1 no dia 2 de agosto. Por unanimidade dos votos, Dagoberto foi punido com dois jogos de suspensão.

A decisão cabe recurso, mas o Tubarão não deve recorrer, segundo o GloboEsporte.com. Como já cumpriu um jogo de suspensão, o atacante vai cumprir o segundo diante do CRB neste sábado (31), no Estádio do Café, pela 20ª rodada da Série B. Vale ressaltar que Dagoberto está lesionado e de qualquer forma não enfrentaria o Galo. 

A expulsão de Dagoberto ocorreu na 14ª rodada da Série B. Após uma falta marcada contra o Londrina, Dagoberto reclamou com o árbitro, recebeu um amarelo, e em seguida um vermelho direto. Na súmula, o árbitro William Machado Steffen informou que expulsou o atacante por reclamações e ofensas e que as mesmas continuaram mesmo após a aplicação do cartão vermelho. O jogador teria dito: “seu merda, cagão, você é um bosta". Em seguida, ainda de acordo com o árbitro, o jogador teria continuado xingando, "com os dizeres: seu filho da p***, tu é um merda". O árbitro relatou ainda que as ofensas de Dagoberto continuaram na saída para o vestiário. Três dias após a partida o árbitro acrescentou um adendo a súmula afirmando que se sentiu ofendido com as palavras ditas pelo atacante do Londrina.

A Procuradoria enquadrou Dagoberto por infração ao artigo 258§2º inciso II do CBJD, por desrespeitar a arbitragem ou reclamar de forma desrespeitosa. Diante da Comissão a defesa juntou prova de vídeo com os momentos que antecederam e posterior a expulsão de Dagoberto. Subprocurador-geral Gustavo Silveira destacou que a prova de vídeo só emendou a súmula do árbitro. “A súmula é claríssima com as sequencias de reclamações. O atleta continua falando, é contido pelos atletas e segue ofendendo mesmo após a expulsão”.

Eduardo Vargas, advogado do Londrina, contextualizou a expulsão e destacou que não houve desrespeito ou ofensa de Dagoberto. O defensor estranhou a atitude do árbitro em juntar adendo a súmula. “De fato há alguma coisa esquisita nesse processo pela atitude perpetrada pelo árbitro. Breve relato. Londrina no campo de ataque e, estava no G4, bola na mão do adversário e o árbitro não marcou falta. Logo após o Germano comete uma falta e o Dagoberto corre na direção pedindo para não expulsar o Germano. O que causa estranheza é o árbitro juntar três dias depois mais um documento pra ratificar que se sentiu ofendido. De forma bastante clara há infração tipificada pelo árbitro no artigo 266”, disse o defensor que pediu a absolvição de Dagoberto.

Discordando da defesa, o relator do processo, Auditor Alcino Junior Guedes, justificou e proferiu seu voto. “Pra mim está confirmada a veracidade da súmula principalmente pelas imagens. Não vejo como afastar o relato da súmula. As imagens também mostram os gestos do atleta de forma desrespeitosa no amarelo, no vermelho e antes de deixar o campo. Por se tratar também de um atleta muito experiente, acolho a denúncia e aplico a pena de dois jogos de suspensão do atleta”, finalizou.

O voto entendimento do relator foi acompanhado na íntegra pelos Auditores Luis Felipe Procópio, José Maria Philomeno e pelo Presidente Luiz Felipe Bulus.