Duas mortes por chikungunya foram registradas em São Miguel dos Campos, Alagoas, incluindo uma recém-nascida de 18 dias, levantando preocupações sobre a transmissão perinatal da doença.
Dados da Secretaria de Saúde indicam que, entre janeiro e julho de 2026, foram contabilizados 910 casos prováveis de chikungunya, além de 3.042 casos de dengue e uma morte relacionada.
O secretário de Saúde local intensificou as ações preventivas, pedindo à população que evite o acúmulo de água e busque atendimento médico ao surgirem sintomas da doença.
No último mês, duas pessoas morreram em decorrência de complicações causadas pela chikungunya no município de São Miguel dos Campos, no interior de Alagoas. Além disso, uma bebê de apenas 18 dias, nascida na mesma cidade, morreu sob a suspeita da doença. O óbito dela foi confirmado pelo Município nessa quarta-feira (08) e o caso está em investigação.
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Em um vídeo enviado com exclusividade à TV Pajuçara, o secretário municipal de Saúde, Ademir Vieira, afirmou que os agentes de endemia intensificaram as ações preventivas, com as visitas para aplicação dos larvicidas na manhã desta quinta (09). Além disso, uma equipe de coleta urbana reforçou o recolhimento dos objetos que estão acumulando água parada.
“Temos que dar as mãos, porque o caso está cada vez mais grave. Infelizmente, ontem perdemos mais uma miguelense para essa danada da chikungunya. Clarisse, uma bebê que já nasceu portadora da doença, não suportou os sintomas e veio a falecer. Uma tristeza para os pais que estão sofrendo muito por essa perda”, disse.
O secretário também fez um apelo para que a população se esforçasse para evitar o acúmulo de água em casa e mantivesse a residência limpa. Além disso, caso surjam sintomas, é necessário ir à UBS (Unidade Básica de Saúde) para iniciar o tratamento.
Confira abaixo:
Recém-nascida tinha apenas 18 dias de vida quando morreu
Uma recém-nascida teve falência múltipla de órgãos e morreu nessa quarta, em São Miguel dos Campos. A suspeita, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, é de que a vítima tenha contraído chikungunya ainda no útero, uma vez que a mãe foi contaminada com a doença durante a gravidez.
Estudos apontam que a transmissão da chikungunya na gravidez (perinatal) pode ocorrer, principalmente, quando a mãe é infectada próximo ao parto. O risco do recém-nascido contrair o vírus pode chegar a 50%, e cerca de 90% dos casos infectados evoluem para formas mais graves da doença.
Município teve duas mortes por chikungunya no último mês
Uma mãe e uma filha morreram em São Miguel dos Campos em um intervalo de apenas 34 dias por complicações associadas à chikungunya. Rubenita Lins dos Santos, de 60 anos, morreu no dia 30 de maio, enquanto que a filha, Crisleine Lins dos Santos, deu entrada no Hospital Helvio Auto no dia 23 de junho e faleceu no último sábado (04), 34 dias depois da mãe, após o agravamento do quadro clínico.
De acordo com o relatório médico, Crisleine apresentava estado de saúde gravíssimo. Além da chikungunya, desenvolveu pressão arterial baixa, infecção bacteriana e falência múltipla de órgãos durante a internação.
Panorama em Alagoas em 2026
Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), entre 1º de janeiro a 08 de julho de 2026 foram computados 3.042 casos prováveis de dengue e dois óbitos confirmados. Quanto à Chikungunya, foram 910 casos prováveis e uma morte. Com relação à Zika, permanecem 38 casos prováveis no período analisado, sem o registro de óbitos.
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