Maceió

Após quase morrer queimado, homem recusa moradia e volta para as ruas

João Victor Souza | 21/08/19 - 16h35 - Atualizado em 21/08/19 - 17h20
Cortesia ao TNH1

O morador de rua Ednelson Henrique dos Santos, de 36 anos, que teve 35% do corpo queimado em um ataque que sofreu no dia 29 de julho, no bairro de Jaraguá, voltou às ruas depois de ter recebido alta médica do Hospital Geral do Estado (HGE), onde estava internado.

A irmã dele, Márcia Valério, contou para a reportagem do TNH1, na tarde desta quarta-feira, 21, que Ednelson foi liberado do HGE na última segunda-feira, 19, e seguiu para a casa dos pais, no município de Rio Largo, na região Metropolitana de Maceió.

“Meus pais estão abalados porque ele tomou essa decisão, não se habituou com a nova moradia. Ele disse que o lugar dele é na rua e deixou a casa ontem à noite”, lamentou a irmã.

Ainda de acordo com ela, Ednelson ainda está com um curativo na região do tórax, pois o local do corpo ainda apresenta ferimentos. “Eu não sei para onde ele foi, acredito que voltou para local que ficava, em Jaraguá. Hoje durante a noite vou à procura dele, ele precisa trocar o curativo”, destacou.

Ednelson, que seria dependente químico, confessou para Márcia que queria mudar de vida e começar a trabalhar. “Ele quer ajuda, até falou em ter um carrinho para vender comida, viver de comércio. Seria bom para ele ter um trabalho, se sentir útil”, lembrou a irmã sobre a conversa que teve com ele.

Sobre a suspeita de ter ateado fogo no irmão, Márcia revelou que conhece a mulher e que ela está solta. Como a prisão não foi feita em flagrante, ela prestou depoimento na delegacia e acabou liberada. A irmã de Ednelson destacou que teme pela vida dele, já que a agressora pode voltar a procurá-lo.

“Eu temo que ela faça algo contra ele de novo. Nós conhecemos a família dela, mas ela tem um temperamento muito forte, não nos considerou”, explicou ao reforçar que a mulher também mora na rua e é usuária de drogas.

O caso

Ednelson Henrique dos Santos foi atacado por uma pessoa e teve o corpo queimado na madrugada do último dia 29, nas proximidades do Centro de Convenções, em Jaraguá. O morador de rua afirmou, em vídeo, semanas após a agressão, que uma mulher de 46 anos que ele e a família conheciam teria praticado o ato.

A suspeita foi detida no dia 3 de agosto, no bairro de Pajuçara, e durante depoimento ao delegado plantonista da Central de Flagrantes I, no Farol, confessou o crime. Ela prestou depoimento e foi liberada. Segundo a família da vítima, o motivo da briga teria sido uma disputa por causa de R$ 2.

"