Árbitro impedido de participar da Copa do Mundo é recebido com festa na Somália

Publicado em 10/06/2026, às 08h48
Reprodução/X
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Por CNN Brasil

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan retornou a Mogadíscio após ser impedido de entrar nos Estados Unidos para a Copa do Mundo, gerando uma recepção calorosa por parte de torcedores e autoridades locais. Sua negativa de entrada foi atribuída a supostas ligações com organizações terroristas, refletindo a postura rigorosa do governo Trump em relação à imigração.

Artan, que foi eleito árbitro africano do ano em 2025, estava prestes a se tornar o primeiro somali a arbitrar uma Copa do Mundo, mas enfrentou barreiras que levantaram preocupações sobre a inclusão e a diversidade no evento esportivo. O apoio da FIFA e da Confederação Africana de Futebol foi destacado por ele durante sua chegada.

Após o retorno, Artan expressou gratidão pelo apoio recebido e fez um apelo aos jovens da Somália para que mantenham a esperança em seu país. Ele enfatizou seu desejo de estar em sua terra natal, independentemente das dificuldades enfrentadas.

Resumo gerado por IA

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan retornou a Mogadíscio nesta quarta-feira (10) após ser impedido de entrar nos Estados Unidos para atuar na Copa do Mundo.

Na chegada à capital da Somália, ele foi recebido por torcedores e autoridades locais em clima de festa.

Durante o desembarque, Artan agradeceu o apoio recebido da Fifa, da Confederação Africana de Futebol (CAF) e da população somali.

O árbitro, porém, evitou dar detalhes sobre os motivos que levaram à negativa de sua entrada em território norte-americano.

Omar, eleito árbitro africano do ano em 2025, estava prestes a fazer história como o primeiro somali a participar da arbitragem de uma Copa do Mundo. No entanto, ele foi impedido de entrar no país pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos no último fim de semana.

O governo Trump afirmou na terça-feira (9) que o árbitro teve sua entrada negada devido a ligações com "suspeitos de pertencerem a organizações terroristas", parte de uma postura rigorosa em relação à imigração que gerou preocupações antes do torneio coorganizado pelos Estados Unidos, México e Canadá.

“O que aconteceu, aconteceu, e foi destino. Sou grato pelo apoio que a Fifa me deu”, disse Artan a jornalistas após retornar à capital da Somália.

O árbitro também fez um apelo aos jovens do país.

“A Somália é nossa, seja nos momentos bons ou ruins. Quero dizer aos nossos jovens para não perderem a esperança em nosso país. Agora estou no meu país, e não há outro lugar onde eu queira estar”, afirmou.

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