Uma mulher de 45 anos foi presa em Lisboa, Portugal, sob suspeita de tráfico de pessoas após desembarcar com uma menina de 12 anos prometida em casamento, vindo de Dakar, Senegal. A detenção ocorreu após fiscais de imigração identificarem inconsistências nos documentos da criança.
Durante a entrevista, a menina revelou que foi entregue pelos pais para ser levada à França como parte de um acordo de casamento, visando quitar uma dívida familiar. Ela expressou medo de retornar ao seu país ou ser devolvida aos pais, temendo ser usada novamente como forma de pagamento.
A Justiça portuguesa determinou a prisão preventiva da suspeita, que admitiu ter recebido dinheiro para transportar a menor. As investigações estão em andamento para identificar uma possível rede criminosa e esclarecer como a viagem foi organizada.
Uma mulher de 45 anos foi presa por suspeita de tráfico de pessoas após desembarcar com uma menina de 12 anos prometida em casamento em um aeroporto de Lisboa, em Portugal.
As duas estavam em um voo vindo de Dakar, no Senegal, e se passaram por mãe e filha. A suspeita foi descoberta durante entrevista de fiscais de imigração, na sexta-feira.
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Mulher foi detida após agentes de fronteira identificarem inconsistências nos documentos da criança. O documento usado pela menina era de outra pessoa, segundo a PSP (Polícia de Segurança Pública de Portugal).
Entrevistada por uma equipe especializada, a menina contou aos policiais que foi entregue pelos pais para ser levada à França por uma "promessa de casamento". Segundo o relato, ela seria entregue a um homem a quem teria sido prometida como uma forma de quitar uma dívida da família.
A criança falou, ainda, que tinha medo de voltar ao seu país de origem ou de ser devolvida aos pais. Ela afirmou temer ser novamente usada como forma de pagamento de dívidas.
A suspeita admitiu ter recebido dinheiro para transportar e entregar a menor. Diante dos indícios, a PSP deteve a mulher e afastou imediatamente a criança, após validação do Ministério Público. A investigação segue para esclarecer as circunstâncias e identificar possíveis envolvidos.
Justiça portuguesa determinou prisão preventiva para a mulher. A suspeita passou pelo primeiro interrogatório judicial e teve a medida de coação aplicada.
Agora, a polícia tenta entender se há uma rede criminosa que fez outras vítimas do tipo. As investigações também seguem para entender como a viagem foi organizada.
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